A Justiça do Trabalho, por meio da juíza Marli Gomes Gonçalves, deu aval positivo e aprovou a parceria entre Paraná Clube e a empresa FDA Sports.

Por conta do Ato Trabalhista, todos os valores repassados pela empresa ao clube serão depositados na conta vinculada com a Justiça para que os 20% sejam repassados para o pagamento das dívidas com ex-funcionários e parceiros.

Representantes do clube, junto com o setor jurídico, realizaram uma reunião com a juíza no início da semana e acertaram todos os detalhes. O documento oficial, autorizando a parceria, foi protocolado nesta terça-feira (8).

De acordo com o despacho, a folha de pagamento não poderá atrasar por mais de 15 dias sob risco de encerramento das execuções. Faltam agora apenas as assinaturas entre as partes.

No entanto, segundo apurou o UmDois, Paraná e juíza não haviam combinado o período para a possível perda do benefício. Com isso, ainda haverá uma reunião interna no clube para decidir se acatam o despacho desta forma ou se haverá alguma consideração.

Entenda como será a parceria entre Paraná e FDA Sports

A parceria proposta prevê investimento de R$ 2,9 milhões até o fim do ano, parcelados mensalmente, com uma parcela separada para o 13º salário dos atletas. Para 2022, o acordo prevê investimento mensal de R$ 375 mil, caso o Paraná permaneça na Série C ou caia para a Série D. Em caso de acesso para a Série B, este valor subiria para R$ 550 mil mensais.

Em contrapartida, a FDA quer 70% dos direitos econômicos de seis atletas do Paraná, escolhidos pela empresa, para reaver o dinheiro investido em futuras negociações.

O presidente em exercício do clube, Luiz Carlos Casagrande, o Casinha, contou também com a presença de Ocimar Bolicenho, responsável por um comitê que cuida do futebol profissional, para levar a proposta da empresa em reunião virtual do Conselho Deliberativo no começo de junho.

Cerca de 100 conselheiros votaram a favor da parceria - apenas 11 conselheiros votaram contra. Antes de ser encaminhado à Justiça do Trabalho, o acordo também passou por análise do setor jurídico do clube, que deu aval positivo.

Quem é a FDA Sports?

A FDA Sports atualmente mantém uma parceria com o Nacional de Patos, também da Paraíba, que disputa a Série D. Fundada em 2016, tem sede em Caruaru, Pernambuco, sendo gerida pelo empresário Fagner Marcos da Silva. Procurado, o empresário não atendeu à reportagem.

Parceria da FDA com o Campinense terminou na Justiça

No segundo semestre do ano passado, o Campinense fechou acordo com a FDA Sports, que passou a gerir o departamento de futebol do clube. Na ocasião, o clube paraibano ainda lutava pelo título estadual. Mas, acabou ficando apenas com o vice-campeonato.

Pela Série D do Brasileiro, o time paraibano acabou sendo eliminado com uma rodada de antecedência do fim da primeira fase.

Após seis meses, a parceria entre FDA Sports e Campinense, inclusive, foi parar na Justiça, quando atletas começaram a acionar o clube paraibano por conta de salários e direitos de imagem não recebidos no período de contrato entre as partes.

Diante das demandas jurídicas por parte dos atletas, o Campinense acabou acionando a FDA Sports na Justiça, argumentando que o contrato firmado entre clube e empresa determinava que o pagamento de salários do elenco era de responsabilidade da empresa.

Uma ação protocolada pelo Campinense contra a FDA Sports, na 6ª Vara do Trabalho de Campina Grande-PB, argumenta que ficaria por parte da FDA o “pagamento de 100% da folha mensal de atletas, comissão técnica e funcionários”.

Na referida ação trabalhista, um atleta argumenta que fechou contrato com o Campinense para receber R$ 1,3 mil em carteira e outros R$ 1,7 mil “por fora”, pagamento este que não teria sido efetuado. O valor da causa era de R$ 10,1 mil.

A reportagem buscou contato diversas vezes com o empresário Fagner Marcos da Silva, um dos sócios da empresa com sede em Caruaru, Pernambuco, mas não obteve retorno. A reportagem também ligou na sede da empresa, mas um funcionário afirmou que não poderia falar sobre o assunto.

Em entrevista ao Globo Esporte, na época em que a parceria foi desfeita, a empresa alegou que o clube não cumpriu com o acordo de um pagamento de empréstimo.

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