O Paraná teve a sua conta do Ato Trabalhista bloqueada pela Justiça na última semana e, com isso, pode ter mais dificuldades financeiras para o pagamento de salários do quadro de funcionários atual.

Uma ação da área cível, executada pelos herdeiros do falecido conselheiro Lino Moroso, fez com que a conta do Ato fosse bloqueada.

Moroso havia feito um empréstimo ao clube no passado - na época havia sido formalizado um título como garantia -, entretanto, o pagamento desses valores vinha sendo dificultado pelo clube. No momento, a dívida gira em torno de R$ 350 mil.

Em algumas execuções cíveis, os juízes não estão determinando a inclusão do valor no chamado Ato Trabalhista - acordo entre clube e Justiça do Trabalho para o pagamento do passivo com ex-funcionários e prestadores de serviços. Com isso, os processos seguiram em andamento.

+ Confira a tabela completa da Série D

Sendo assim, credores pediram o bloqueio da conta vinculada à centralização das execuções e a ação dos herdeiros de Moroso foi acatada pelo Tribunal de Justiça do Paraná, impossibilitando ao clube ter acesso aos 80% dos valores recebidos na conta do Ato Trabalhista - os outros 20% são destinados ao pagamento das dívidas trabalhistas.

Ou seja, o Ato Trabalhista vinha blindando o Paraná de ter mais do que um quinto de suas receitas comprometidas com o pagamento de dívidas.

A reportagem do UmDois Esportes tentou contato com várias frentes do Conselho Gestor, Deliberativo e do departamento jurídico do Paraná. No entanto, recebeu apenas uma resposta do Conselho Deliberativo destacando que o "assunto vem sendo tratado e deve ser respondido pelo Conselho Gestor".

Participe da conversa!
0