O técnico Tcheco não escondeu a preferência pelo Couto Pereira para ser o estádio do Paraná Clube na final da Segunda Divisão do Campeonato Paranaense.

A tendência é que o Tricolor divulgue sua casa para o jogo contra o Paranavaí, que decide o campeão da Segundona, até esta segunda-feira (1º). O segundo jogo da final ocorre no próximo sábado (6), às 15h30.

Apesar da disponibilidade da Vila Capanema, o objetivo é jogar em um estádio com maior capacidade. A praça esportiva paranista está liberada para receber 16,7 mil torcedores, enquanto a Arena da Baixada tem capacidade no momento para pouco mais de 40 mil lugares e o Couto Pereira recebe até 39,2 mil pessoas.

Além disso, se depender de Tcheco, a prioridade é jogar em gramado natural. Vale lembrar que o Tricolor jogou como mandante no campo sintético da Arena da Baixada no último da fase de classificação contra o Patriotas.


“Eu, particularmente, preferia por o Couto pela nossa adaptação em gramado e também por ser um estádio agradável e grande. Nosso torcedor já mostra desde os anos 1990 que lotava o estádio. Se for no Couto, vai lotar. Se for na Arena, vai lotar. E até se for na Vila Olímpica, vai lotar”, afirmou Tcheco.


“Não sei as pendências para definir o estádio, mas vai definir até segunda no máximo, e as vendas dos ingressos vão ser de uma hora para outra. É uma semana decisiva em todos os aspectos, e o primeiro semestre acaba no sábado”, complementou o treinador paranista, em entrevista para as rádios TMC e CBN.

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Independentemente do estádio, Tcheco convocou a torcida para lotar as arquibancadas em busca do título do Estadual.

“Já quero convocar o torcedor. Ele vai ser essencial como foi o campeonato todo, mas vai decidido logo. Seja onde for, nós vamos entupir o estádio e fazer pressão. Isso transmite energia para o time, o que é uma marca do nosso clube, enquanto o nosso time vai buscar ser equilibrado”, pediu.

Tcheco avalia empate do Paraná Clube e critica arbitragem “confusa”

No jogo de ida da final da Segundona, o Paraná Clube ficou com um jogador a menos desde o primeiro tempo com a expulsão do atacante Daniel Cruz. No entanto, o Tricolor abriu o placar antes do intervalo com o meia Thiaguinho. E levou o empate do Paranavaí no início da etapa final.

Tcheco lamentou as decisões da arbitragem em lances cruciais, principalmente no gol sofrido. “Pouquinho confusa. [Robson] Babinski é bom árbitro, tem bom retrospecto nos jogos, mas não entendemos algumas interpretações de jogadas”, criticou.

Thiaguinho comemora gol do Paraná Clube contra o Paranavaí na primeira final da Segundona Paranaense.
Thiaguinho marcou o gol do Paraná Clube no empate com o Paranavaí pela final da Segundona. Foto: Divulgação/Paraná Clube.

“O lance crucial foi com o Heitor Alex [Eurich], o primeiro assistente, que também é um bom assistente, mas o gol estava impedido em um lance que não era muito difícil para ele. Muda a história do jogo por ser início do segundo tempo e lance capital também. Só deixar esse registro porque acaba modificando o placar”, reforçou.

Por todas as dificuldades, o treinador exaltou a entrega dos jogadores. “O time aguentou a pressão do Paranavaí depois da expulsão do Dani, colocou bola na trave e premiado com o gol do Thiaguinho. No segundo tempo, nós queríamos sustentar mais a estratégia de jogo de segurar nos primeiros minutos, mas o gol saiu muito cedo”, analisou.

“Depois, eles chegaram apenas de bola parada e cruzamento. Tivemos pouco de ação na bola parada, mas volto a dizer da entrega dos jogadores para levar a final para a nossa cidade”, arrematou.

Com o empate em 1 a 1, o Paraná Clube terá que vencer na próxima semana para ficar com o título da Segundona. Em caso de nova igualdade, a decisão vai para os pênaltis. O segundo jogo da final ocorre no dia 06, às 15h30.

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