Na Olimpíada do Rio-2016, o Brasil teve o melhor desempenho da história dos Jogos: 19 medalhas, sendo sete de ouro, seis de prata e seis de bronze. A expectativa da delegação do país é superar essa marca na Olimpíada de Tóquio-2021. Para isso, conta com novas modalidades olímpicas, como skate e surfe, mas também com aquelas que tradicionalmente garantem pódios aos brasileiros. Nesta lista tem o vôlei, vôlei de praia, judô, vela, futebol e natação.

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Entre os mais de 300 atletas brasileiros que estarão no Japão - a maior delegação para uma edição dos Jogos fora de casa -, alguns despontam como favoritos e candidatos ao pódio. Alguns nomes já são conhecidos de edições anteriores, inclusive com medalhas conquistadas, e outros buscam o pódio pela primeira vez.

Veja abaixo quem são os atletas brasileiros com mais chances de "medalhar" na Olimpíada de Tóquio

Candidatos ao ouro na Olimpíada de Tóquio 2021

Beatriz Ferreira - Boxe (60kg)

A baiana de 28 anos é a atual campeã mundial e pan-americana na categoria até 60kg. Líder do ranking mundial da Associação Internacional de Boxe (AIBA), Beatriz Ferreira vive o melhor momento da carreira exatamente quando vai disputar a primeira Olimpíada. É favorita ao ouro em Tóquio.

| Divulgação/COB

Gabriel Medina - Surfe

O surfe entrou no programa olímpico nesse ciclo. Bom para o Brasil. Especialmente porque conta com o bicampeão mundial Gabriel Medina e atual líder do Circuito Mundial (WSL). Apesar de ter ficado com o vice em 2019 e com o terceiro lugar no Mundial da Associação Internacional de Surfe (ISA), ele vai ao Japão como o surfista a ser batido.

| Tony Heff/WSL

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Isaquias Queiroz - Canoagem velocidade (C1 1.000m)

No Rio de Janeiro, em 2016, o canoísta baiano garantiu três medalhas: duas pratas e um bronze. Para Tóquio, Isaquias Queiroz é candidato ao ouro na prova de C1 1.000m, na qual foi campeão mundial em 2019. E ele ainda tem chance de outra medalha, no C2 1.000m ao lado de Jacky Godmann.

| Divulgação/COB

Martine Grael e Kahena Kunze - Vela (49er FX)

A dupla é a atual campeã olímpica na classe 49er FX e chega à Olimpíada de Tóquio com mais experiência. Martine Grael e Kahena Kunze terminaram em 4º lugar no Mundial de 2018, mas de lá para cá venceram importantes competições, como o Trofeo Princesa Sofia e o evento-teste dos Jogos.

| Divulgação/COB

Pâmela Rosa - Skate street

Pela primeira vez no programa olímpico, o skate tem tudo para dar alegrias ao Brasil. E se depender de Pâmela Rosa, é isso que vai acontecer. Campeã mundial em 2019 da categoria street, a atleta de 21 anos tem mantido a boa fase e chega à Olimpíada como favorita ao ouro.

| Julio Detefon/CBSK

Vôlei masculino

Depois de 16 anos sob o comando de Bernardinho, a seleção de vôlei masculino vai a Tóquio com técnico novo: Renan Dal Zotto. A mudança não muda em nada o fato de o Brasil seguir como favorito ao ouro, medalha conquistada na Rio-2016, em Atenas-2014 e Barcelona-1992. Na véspera dos Jogos, faturou o primeiro lugar na Liga das Nações.

| Divulgação/FIVB

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Candidatos ao pódio na Olimpíada de Tóquio

Ágatha e Duda - Vôlei de praia

Após a medalha de prata na Rio-2016, Ágatha viu a parceria Bárbara seguir outro caminho. Rapidamente encontrou na jovem Duda uma nova dupla e ela pode ser ainda mais eficiente. Ágatha e Duda colecionam bons resultados no Circuito Mundial e chegam com moral a Tóquio.

| Divulgação/CBV

Alison Santos - Atletismo (400m com barreiras)

Os resultados recentes credenciam o jovem de 20 anos a subir ao pódio. Quebrando o recorde sul-americano competição após competição, o tempo de 47s34 conquistado neste ano deixou Alison Santos na terceira posição do ranking mundial deste ano.

| Wagner Carmo/CBAt

Ana Marcela Cunha - Maratona aquática

Na sua terceira Olimpíada, Ana Marcela Cunha mira o pódio. O currículo a credencia para isso. Ela subiu ao pódio nos Campeonatos Mundiais em 11 oportunidades. E nas competições mais recentes, ela tem permanecido entre as três primeiras.

| Divulgação/COB

Arthur Nory - Ginástica artística (Barra fixa)

O paulista que foi bronze no solo nos Jogos do Rio-2016 vai com força na barra fixa para Tóquio-2021. Atual campeão mundial no aparelho, em 2019, Arthur Nory foi prata na Copa do Mundo neste ano. Está em um bom momento e tem grandes chances de pódio.

| Divulgação/COB

Arthur Zanetti - Ginástica artística (Argolas)

Na Copa do Mundo deste ano, Arthur Zanetti ficou com a prata, mostrando que ainda está em forma e pode repetir os feitos das duas últimas edições das Olimpíadas, quando foi ouro em Londres e prata no Rio de Janeiro.

| Divulgação/COB

Bruno Fratus - Natação (50m livre)

O nadador brasileiro foi vice-campeão mundial dos 50m livre em 2017 e 2019 e também finalista nos Jogos de Londres-2012 e Rio-2016. Bruno Fratus tem se destacado nas competições mais recentes. E como a prova dos 50m é no detalhe, pode sair uma medalha para o Brasil.

| Jonne Roriz/COB

Futebol masculino

Atual campeão olímpico, o futebol masculino do Brasil não chega com tanta moral para os Jogos de Tóquio, principalmente pelos resultados recentes. Mesmo assim, tem condições claras de chegar ao pódio. No elenco estão atletas experientes como Daniel Alves e Santos, além de jogadores já convocados para a seleção principais, como Richarlison, Douglas Luiz e Bruno Guimarães.

| Lucas Figueiredo/CBF

Ítalo Ferreira - Surfe

O Brasil está bem representado no surfe. Além de Gabriel Medina, o país terá Ítalo Ferreira, atual campeão mundial em 2019 e ouro no ISA Games. No Circuito Mundial deste ano, em seis etapas, tem um título e dois terceiros lugares.

| Damien Poullenot/WSL

Mayra Aguiar - Judô (78kg)

Apesar de uma lesão séria em 2020, a judoca conseguiu se recuperar e vai ao Japão levando a experiência de dois bronzes olímpicos e dois títulos mundiais. Se a lesão não voltar a atrapalhar, Mayra Aguiar vai para o tatame com chances de mais um pódio.

| Divulgação/COB

Pedro Barros - Skate park

Entre os homens do skate em Tóquio, Pedro Barros é quem mais tem chances de chegar ao pódio. Ele foi campeão mundial em 2018 e chegou à final no ano seguinte. Aos 26 anos, tem muita experiência internacional e sabe competir sob pressão.

| Divulgação/COB

Rayssa Leal - Skate street

A trajetória da menina de 13 anos é de espantar. Prata no Mundial de 2019 e bronze na edição deste ano, Rayssa Leal é vice-líder do ranking mundial. Caso repita as boas apresentações, pode se tornar uma das atletas mais jovens na história a subir ao pódio.

| Julio Detefon/CBSK

Tatiana Weston-Webb

Depois de seis etapas disputadas no Circuito Mundial, Tatiana Weston-Webb é a quarta colocada no ranking de 2021. E neste ano conquistou o título na etapa de Margarteh River, na Austrália, e foi a terceira na Califórnia.

| Matt Dunbar/WSL

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Podem chegar no pódio da Olimpíada de Tóquio 2021

As possíveis medalhas para o Brasil em Tóquio podem não ficar restritas aos atletas e equipes acima. Há também quem não esteja nas cotações de medalha, mas que podem acabar subindo ao pódio. Então, vale a pena ficar de olho em outras possibilidades.

Alison e Álvaro - Vôlei de praia
Prata em Londres ao lado de Emanuel e ouro no Rio junto com Bruno Schmidt, Alison vai para Tóquio com um novo companheiro: Álvaro. Bronze no Mundial de 2019, podem surpreender.

Ana Patrícia e Rebecca - Vôlei de praia
Uma lesão no tornozelo de Rebecca diminuiu um pouco o ritmo da dupla em 2021. Mesmo assim, as duas chegaram à final da etapa de Gstaad, na Suíça, do Circuito Mundial. Perderam para Ágatha e Duda, mas mostraram que chegam bem para os Jogos.

Darlan Romani - Atletismo (Arremesso de peso)
No Mundial de 2019, o brasileiro foi o quarto colocado e no Diamond League no mesmo ano teve quatro marcas acima dos 22 metros, o que não é para qualquer um. Dependendo do desempenho dele e dos adversários, pode abocanhar uma medalha.

Henrique Avancini - Ciclismo MTB
Apesar de não ser apontado como favorito para o pódio, o ciclista se apoia no desempenho dos últimos anos, que o colocaram na liderança do ranking mundial do mountain bike. Se repetir os bons resultados, pode surpreender.

Letícia Bufoni - Skate street
Apesar de as principais chances de medalha no skate feminino estarem com Pâmela Rosa e Rayssa Leal, não dá para deixar Letícia Bufoni de fora. Mais experiente que as compatriotas, se aproximou do pódio nas competições antes da Olimpíada.

Milena Titoneli - Taekwondo
Atual campeã dos Jogos Pan-Americanos e bronze no Mundial de 2019, manteve o ritmo na etapa da Bulgária do Circuito Mundial, ficando com o terceiro lugar.

Nathalie Moellhausen - Esgrima
Nascida na Itália e com nacionalidade brasileira, ela é a atual campeã mundial de espada. Na Olimpíada do Rio chegou às quartas de final. Agora, se repetir os bons resultados dos últimos torneios, pode dar a primeira medalha da esgrima ao Brasil.

Rebeca Andrade - Ginástica artística
Mesmo enfrentando várias lesões nos últimos anos, vai para Tóquio com um leque de opções de pódio. No salto está entre as melhores e dependendo do aspecto físico, pode pegar finais em outros aparelhos e brigar, inclusive, no individual geral.

Vôlei feminino
Apesar de não ter chegado ao pódio na Rio-2016, não dá para descartar a seleção feminina de vôlei. Foi vice na Liga das Nações deste ano, perdendo para os Estados Unidos na final. Em Tóquio, para chegar ao pódio, a equipe comandada por José Roberto Guimarães terá de superar as principais rivais: EUA, Itália, China e Sérvia.

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