Neste domingo (7), Tampa Bay Buccaneers e Kansas City Chiefs se enfrentam pelo Super Bowl LV. A partida, decisão da liga americana de futebol americano (NFL), tem início às 20h30 e será transmitida no Brasil na TV fechada pela ESPN Brasil.

Se você é um fanático ou casual admirador do futebol americano, provavelmente já tem sua agenda reservada para acompanhar o duelo – mesmo assim, listamos alguns pontos para ficar de olho. Mas caso o esporte da bola oval ainda não lhe seja tão familiar, também existem boas razões para acompanhar a partida. Confira!

Motivos pra quem já é fã do esporte...

1) Nova Guarda vs Velha Guarda

Os quarterbacks que entrarão em campo são (talvez) os mais importantes da liga atualmente. De um lado, Tom Brady, o maior vencedor de Super Bowls e considerado por muitos o maior jogador da história do esporte. Do outro, Patrick Mahomes II, jovem estrela que, em apenas três anos como titular na NFL, chega ao seu segundo Super Bowl.

Mahomes e Brady, aliás, já se enfrentaram nos playoffs da NFL em janeiro de 2019, em um jogo marcante em que o vencedor foi aquele que teve a última posse de bola - literalmente, por conta das regras da prorrogação da NFL. Na história do confronto, foram quatro jogos, com duas vitórias para cada lado.

2) O primeiro Super Bowl disputado por um mandante na história da NFL

Já foram disputadas 53 edições do Super Bowl. A partida, jogada em território "neutro" previamente escolhido, nunca teve o "time da casa" como um dos participantes. Até este domingo (4)...

Ao ajudar a classificar o Tampa Bay Buccaneers para o Super Bowl LIV, Tom Brady adicionou mais um feito à sua coleção: capitanear o primeiro time a ter mando de campo durante a final da NFL, já que a partida será disputada no Raymond James Stadium, em Tampa Bay, Flórida.

OBS: infelizmente, para os torcedores dos Bucs, os tradicionais canhões do estádio não poderão ser utilizados durante a partida.

3) Pode ser a última vez de Tom Brady no Super Bowl - e também o último confronto com Mahomes

O quarterback, ex-New England Patriots, está com 43 anos. Brady já manifestou em múltiplas oportunidades seu desejo de jogar até os 45 - recentemente levantou até mesmo a possibilidade de ir além disso. O jogador tem contrato com o Buccaneers por mais uma temporada, então, para atingir a marca, precisaria renovar com a equipe ou encontrar uma nova casa.

Além disso, há grandes chances de o Super Bowl LV ser o último confronto contra Patrick Mahomes. Por conta da forma como a NFL organiza o calendário, Chiefs e Bucs se enfrentam durante a temporada regular novamente apenas em 2025. Caso ambos permaneçam em suas respectivas franquias, o que é bastante provável, principalmente no caso de Mahomes, a única possibilidade de novo confronto direto é com ambos chegando mais uma vez ao… Super Bowl.

4) Possibilidade de "tiroteio"

Quando se enfrentaram durante a temporada regular, Buccaneers e Chiefs marcaram, respectivamente, 24 e 27 pontos. Na última oportunidade em que Mahomes enfrentou Brady nos playoffs, a pontuação foi ainda maior: 37 a 31.

Para a partida decisiva, a expectativa nas casas de apostas é que as equipes marquem, somadas, mais de 57 pontos. Além de Mahomes e Brady, os ataques possuem excelentes jogadores, como Mike Evans, Rob Gronkowski, Travis Kelce e Tyreek Hill, então o telespectador pode esperar um duelo com muitos touchdowns e um duelo aberto entre os dois quarterbacks. Fique tranquilo, o que aconteceu no Super Bowl LIII não se repetirá.

5) O início de uma dinastia?

O Kansas City Chiefs, atual campeão do Super Bowl, tentará conseguir o bicampeonato da NFL pela primeira vez em sua história. Caso consiga, será o primeiro time a alcançar o feito desde o New England Patriots de Tom Brady, vencedor dos Super Bowls XXXVIII e XXIX, em 2003 e 2004.

Além disso, Mahomes igualaria a marca de Brady ao vencer o Super Bowl duas vezes durante os quatro primeiros anos de carreira. Ainda há muito pela frente na carreira do camisa 15 de Kansas City, mas caso alcance o feito, ele estará caminhando para, quem sabe um dia, tomar o posto de Brady como maior vencedor da história do esporte.

6) NFL de novo só em setembro!

Os fãs de futebol americano vivem um paradoxo durante o dia do Super Bowl: apesar de ser o maior e mais importante jogo do ano, ele significa o fim da temporada da NFL. Existem outras atividades entre fevereiro e setembro, como o mercado (Free Agency) e o Draft - obviamente, situações que importam muito mais que a partida decisiva.

Mas, de qualquer forma, bola voando dentro de campo mesmo, somente em meados de agosto, com a pré-temporada (que, caso você acompanhe, significa que perdeu completamente o controle de sua vida) e em setembro, com a volta da temporada regular.

Motivos pra quem não é fã do esporte…

7) As propagandas!

Não existe inserção comercial mais cara para os anunciantes que os intervalos do Super Bowl. Você provavelmente já ouviu ou percebeu que o futebol americano é um jogo "parado", com muitas pausas. Mesmo o mais ferrenho fã reconhece que são muitas propagandas.

Se, por um lado, isso torna o jogo mais longo, por outro, torna a data uma oportunidade perfeita para as marcas anunciarem seus produtos. Nos Estados Unidos, cerca de ⅓ da população americana assiste ao Super Bowl anualmente, o que levou, em 2020, a um preço de 5,6 milhões de dólares para cada 30 segundos de inserção comercial durante os intervalos. Na TV brasileira essas propagandas não são exibidas, mas por 5 reais você pode assistir à transmissão americana no streaming. Além disso, quem acompanhar os intervalos poderá se deparar com trailers inéditos de filmes.

8) Você não precisa gostar do esporte, mas de esportes

Muita gente, mesmo sem acompanhar natação e atletismo, parou para assistir Michael Phelps e Usain Bolts quando eles competiam nas Olimpíadas. O motivo é simples: são lendas em seus respectivos esportes.

Assim como essas modalidades, o futebol americano também tem suas lendas, e Tom Brady é (talvez) a maior delas. Aos 43 anos, Brady disputará seu décimo Super Bowl, e essa pode ser a última oportunidade de acompanhá-lo na partida, mesmo que você não se interesse muito pelo esporte.

Se soubesse que aquele seria o último ato (apague da sua memória a passagem pelo Wizars), você não faria o possível para rever o arremesso final de Michael Jordan contra o Utah Jazz em 1998?

9) O show do intervalo!

Em 1991, para manter as TVs ligadas no Super Bowl mesmo durante o intervalo entre o primeiro e o segundo tempo da partida, a NFL decidiu substituir as bandinhas universitárias por grandes atos musicais. E, em 1993, a histórica apresentação de Michael Jackson catapultou o Halftime Show à estratosfera: o show foi mais assistido que até mesmo o jogo!

A visibilidade da apresentação é tão grande que os artistas se apresentam de graça: a NFL não paga cachê, mas não poupa esforços para tornar o espetáculo grandioso para quem assiste em casa. Além disso, o retorno financeiro para as atrações vem de forma indireta, por meio do aumento do número de vendas e buscas na internet. É, para o artista, literalmente, uma propaganda gratuita.

Em 2021, a principal atração do intervalo do Super Bowl LV é o cantor The Weeknd e, talvez como em outros anos, a NFL pode estar reservando algumas surpresas para acompanhá-lo.

10) Você não saberá se nunca tentar!

O futebol americano cresce a cada ano no Brasil, mas são poucos aqueles que cresceram com o esporte como plano de fundo. Ao contrário da paixão pelo futebol, na maioria das vezes passada de geração para geração, o gosto pela variação americana precisa ser "descoberto" por conta própria. Para que isso aconteça, você precisa dar uma chance à NFL e nada melhor do que o Super Bowl LV.

E você não estará sozinho: a liga cresce no mundo todo. Em 2019, a liga expandiu a quantidade de jogos na Inglaterra para quatro, e desde 2007 o futebol americano lota estádios em Londres. A NFL, aliás, cresce em uma velocidade tão grande que o próprio comissário (algo como “presidente”) da liga já admitiu que eles ainda não conseguem acompanhar a demanda por jogos fora dos Estados Unidos.

11) Todo mundo vai estar falando sobre isso (ou sobre o Big Brother Brasil)

Ano após ano, a ESPN Brasil, detentora dos direitos de transmissão, quebra recordes e vê a partida liderar a TV fechada com folga. São quase quase qquatro horas de partida, e alguns de seus amigos nas redes sociais provavelmente estarão falando sobre o assunto.

Outros, provavelmente, estarão engajados com conteúdos relacionados ao Big Brother Brasil. Mas mesmo que você seja fã do programa da Globo, se organizar direitinho, é possível acompanhar o duelo entre Brady e Mahomes no Super Bowl LV e ainda torcer para o “brother/sister” mais odiado do momento acabar no paredão.

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