A árbitra paranaense Edina Alves Batista, 41 anos, fez história na quarta-feira (3) ao ser a primeira mulher a apitar o clássico Corinthians x Palmeiras. O jogo terminou empatado por 2 a 2 e deu trabalho para a arbitragem. Foram oito impedimentos, todos bem marcados, além de um gol anulado do Palmeiras. Edina acertou todos os lances.

Na transmissão do Premiere, o comentarista Casagrande rasgou elogios à paranaense de Goioerê: "Foi a melhor em campo".

Ex-árbitro e comentarista Sálvio Spínola disse que Edna "deu aula de arbitragem" que deve ser mostrada aos colegas de profissão.

No final da partida, jogadores dos dois times fizeram questão de parabenizar Edina pela atuação. A árbitra não pode dar entrevista pelo protocolo da Federação Paulista.

Edina não foi prestigiada pela Federação Paranaense de Futebol

Edina é árbitra da Fifa desde 2016 e fazia parte do quadro da Federação Paranaense de Futebol, presidida por Hélio Cury, até 2019. Porém, a árbitra não teve prestígio em seu próprio estado. Edina nunca apitou jogos da primeira divisão do Campeonato Paranaense.

Em 2018, quando já estava selecionada para apitar a Copa do Mundo feminina, Edina era escalada para os jogos da Série Prata, a segunda divisão estadual. O presidente da comissão de arbitragem Afonso Vitor de Oliveira, disse na época que "estava de olho" nela. Oliveira já foi acusado de machismo pela ex-árbitra paranaense e pioneira na profissão, Sueli Tortura.

Porém, Edina se filiou à Federação Paulista de Futebol em busca de mais oportunidades. Em 2019 e 2020, ela apitou jogos da Série A do Brasileirão após 15 anos sem mulheres no apito na competição. As boas atuações renderam uma convocação para apitar o Mundial de Clubes masculino, disputado em fevereiro de 2021, se tornando a primeira mulher a apitar no torneio.

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