O presidente do Grupo Gestor do Operário, Álvaro Góes, pediu uma presença maior da torcida no estádio Germano Krüger para atingir o sonhado objetivo de subir à Série A do Campeonato Brasileiro. O Fantasma é o 3º colocado da Série B, com 32 pontos, e igualou sua melhor campanha em um primeiro turno ainda com um jogo a disputar.
Mesmo com o ótimo desempenho, o Alvinegro de Vila Oficinas tem apenas a 13ª média de público da Série B, com 2.573 pagantes em nove jogos.
Houve uma queda nos números pelo jogo como mandante no Couto Pereira contra o Juventude, com apenas 948 pagantes. E a partida contra o líder Criciúma, a primeira após a goleada sofrida para o Náutico por 6 a 2, que contou com somente 1.162 pessoas no Germano Krüger.
Para Álvaro Góes, a população de Ponta Grossa precisa abraçar o Operário para que o sonho da Série A seja concretizado.
“Não é o Álvaro que tem que fazer, mas a população e o torcedor de Ponta Grossa. Operário só vai ser forte quando ele estiver dentro do Operário. A população de Ponta Grossa ainda não entendeu isso. É fácil chegar na Série A, vamos lotar o Germano Krüger com nove, dez mil torcedores, fazer o sócio-torcedor, estaríamos lá tranquilamente”, afirmou o presidente, em entrevista ao UmDois Esportes.
“Vamos fazer os investimentos dentro do que a gente pode, não podemos comprometer o salário dos jogadores e gastar dinheiro no estádio sem estar com o time forte para jogar a Série B. Opção nossa é realmente tentar subir e o estádio a gente resolve depois, dá-se um jeito”, complementou o dirigente.
Operário precisa aumentar a capacidade do estádio para a Série A
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Se subir, o Operário precisará aumentar o Germano Krüger para jogar a Série A em seu estádio. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) exige que os palcos da elite tenham a capacidade mínima de 15 mil torcedores. Hoje, a casa do Fantasma pode receber até 10.842 pessoas, de acordo com os laudos de segurança.
A ideia de mexer no estádio já nos planos do clube. Em maio, quando completou 114 anos de história, o Operário anunciou o projeto para a modernização do estádio.
A primeira fase é a ampliação de 3.500 lugares na capacidade do estádio, além de implantação de novas loja. O plano ainda a construção de camarotes, ampliação de todos os setores, criação de um novo espaço para atendimento dos sócios e melhorias nas áreas de circulação, bares e serviços.
“Quando a gente subiu para a Série B lá atrás, todo mundo falava que a gente não tinha estrutura para isso. Hoje, o Operário está há mais de cinco anos disputando a Série B. Temos um projeto do Germano Krüger que está sendo levado para a Prefeitura para a aprovação. Assim que for aprovado, vamos buscar recursos para fazer pelo menos o primeiro anel, na entrada da loja. Depende da Prefeitura aprovar o projeto e conseguir os recursos”, ressaltou Góes.
Operário também quer investir em centro de treinamento
Além do estádio, o Operário também mira a construção de campos de treinamento em um terreno atrás do Germano Krüger, mas depende de assuntos que fogem da alçada do clube. O trabalho, no entanto, já está sendo feito com a ajuda do Deputado Federal Aliel Machado (PV-PR).
“Temos atrás do Operário uns terrenos da Rede. O deputado Aliel está trabalhando em cima disso para poder doar para o Operário, ceder por uso por certo tempo. Estamos trabalhando para ter uns três campos atrás do Germano Krüger”, explicou o presidente.
No momento, o Fantasma treina nos campos da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mas precisa realizar todos os outros trabalhos no Germano Krüger.
“Temos a Universidade, com ambiente muito bom, criou os campos lá. A Universidade nos cedeu e entendeu que é para o povo, o Operário é do povo. Precisamos melhorar nossa infraestrutura e vamos ver se a partir deste ano também, a gente consegue fazer vestiários e a academia para que o jogador esteja direto por lá”, falou o mandatário.
“Os treinamentos são feitos lá. Eles vão para o Germano Krüger de manhã, tomam seu café, fazem a academia. Fazem tudo que tem que fazer no Germano Krüger e depois vão para o centro de treinamento. Eles treinam, voltam para o Operário, tomam banho e vão embora”, contou Góes.