O goleiro Felipe Garcia, revelado pelo Santos e com passagem pelo Paraná Clube, conseguiu a rescisão de contrato na Justiça com o Cianorte, clube que disputa a Série D do Campeonato Brasileiro.

A decisão foi dada pelo juiz Everton Gonçalves Dutra, do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região de Cianorte, na última quarta-feira (20).

Na ação de mais de R$ 400 mil obtida pela reportagem do UmDois Esportes, o goleiro cobra salários atrasados por mais de dois meses, direitos de imagens e luvas”, além do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Além disso, Felipe Garcia alega que foi afastado do elenco do Cianorte após a disputa do Campeonato Paranaense. Em seu penúltimo jogo, o camisa 1 sofreu um gol de tiro de meta do goleiro Pedro Rangel, que culminou na derrota do Leão do Vale para o Coritiba por 1 a 0, nas quartas de final do Estadual.

Depois da falha, o experiente goleiro jogou apenas mais uma partida, na derrota por 3 a 1 para o Anápolis, na Copa do Brasil, em 25 de fevereiro. Desde então, ele sequer foi relacionado para as partidas da Série D.

De acordo com Dyego Tavares, advogado do goleiro, Felipe Garcia era o único do elenco com os salários atrasados. “Felipe nos passou que estava afastado e com salários atrasados, enquanto outros atletas do grupo estavam recebendo em dia. Pleiteamos a liminar para rescisão contratual, os salários atrasados, multa compensatória e dano moral”, explicou.

Através de nota oficial, o Cianorte informou que “durante as tratativas de rescisão, buscou conduzir o processo de forma transparente, procurando um acordo amigável entre as partes. Como não houve consenso naquele momento, o atleta exerceu seu direito de buscar a via judicial”. (Confira o posicionamento na íntegra no final da matéria).

Felipe Garcia surgiu como promessa do Santos e teve curta passagem pelo Paraná Clube

Felipe surgiu na base do Santos. Foto: Reprodução.

Felipe Garcia foi revelado no Santos e estreou na equipe principal em 2006. Naquela temporada, fez 11 partidas pelo time principal. Após perder espaço e permanecer na reserva nas duas temporadas seguintes, o goleiro foi emprestado para o Paraná Clube em 2009, mas não se firmou na Vila Capanema.

No mesmo ano, também foi emprestado para a Portuguesa Santista. Na sequência, já mais experiente, Felipe retornou para a Vila Belmiro e, em 2009, assumiu a titularidade em parte da temporada, atuando em 26 partidas. No ano seguinte, se firmou e fez 39 jogos. Foi neste período que ele jogou com Neymar e Paulo Henrique Ganso.

Apesar disso, ele foi emprestado para o Avaí, em 2011, e Náutico em 2012. Depois, passou por Fluminense, Portuguesa, Anápolis, Atlético-GO, CSA, Tombense, Sport, ABC e, finalmente, Cianorte, onde estava desde 2025.

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Confira a nota do Cianorte na íntegra

O Cianorte Futebol Clube SAF informa que tomou conhecimento da ação trabalhista movida pelo atleta Felipe Garcia, ex-goleiro do clube, em razão de divergências relacionadas ao encerramento de seu vínculo contratual.

O Clube esclarece que, durante as tratativas de rescisão, buscou conduzir o processo de forma transparente, procurando um acordo amigável entre as partes. Como não houve consenso naquele momento, o atleta exerceu seu direito de buscar a via judicial.

O Cianorte FC SAF respeita o direito do profissional e reforça que apresentará seus esclarecimentos dentro dos autos, pelos meios legais cabíveis, com serenidade e confiança na Justiça.

Por respeito ao atleta, ao processo em andamento e à ética institucional que guia a gestão do Clube, não serão feitos comentários adicionais sobre detalhes da ação fora do ambiente jurídico.

O Cianorte Futebol Clube SAF segue comprometido com a seriedade, a responsabilidade e o respeito em todas as suas relações profissionais.


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