Athletico e Coritiba se manifestaram em solidariedade ao presidente do Ceará, João Paulo Silva, após o dirigente relatar que a filha recebeu uma caixa de chocolates com um artefato explosivo e uma carta com ataques direcionados a ele.

O caso foi divulgado pelo próprio presidente do Ceará nesta quinta-feira (25), pelas redes sociais. De acordo com o clube, o episódio é investigado pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Na ocasião, João relatou que sua filha, que estava realizando um curso em um teatro, teve um ataque de pânico pelo episódio

O Athletico publicou uma nota ainda na noite de quinta-feira, enquanto o Coritiba se manifestou na manhã desta sexta-feira (26). Nos comunicados, os clubes repudiaram os atos de violência e intimidação e reforçaram que o futebol deve ser um ambiente de paixão e respeito.

“O futebol deve ser um ambiente de paixão e respeito. Não há espaço para ameaças, violência ou qualquer forma de intimidação”, diz trecho da nota.

Além da dupla Atletiba e o prórprio Ceará, outros clubes brasileiros também se posicionaram em apoio ao dirigente e à família. Palmeiras, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, entre outros da Série A, também publicaram notas de repúdio ao ocorrido.

Ex-Coritiba foi vítima da crise

O episódio acontece em meio a um momento de forte pressão no Ceará. Rebaixado para a Série B em 2025, o clube vive uma temporada turbulenta dentro e fora de campo, marcada por eliminações e protestos da torcida.

Um dos nomes atingidos pela crise foi o técnico Mozart, campeão da Série B de 2025 com o Coritiba. O treinador assumiu o Ceará após não renovar com o Coxa, mas deixou o comando da equipe no fim de maio, depois de uma sequência irregular. O trabalho de Mozart atravessou péssimos momentos extracampo com atrasos salariais, além de problemas de disciplina no elenco que resultaram no afastamento do meio-campo Vina, ex-Athletico e Coritiba.

Com Mozart, o Ceará foi vice-campeão cearense, perdendo o título para o Fortaleza, eliminado nas quartas de final da Copa do Nordeste pelo Vitória e caiu na quinta fase da Copa do Brasil diante do Atlético-MG. Na Série B, o desempenho também ficou abaixo do esperado e o treinador deixou o Vozão na 13ª colocação, com 13 pontos.

Antes da saída de Mozart, que essa semana fechou com o Goiás, jogadores, comissão técnica e diretoria já vinham sendo alvos de cobranças. Em maio, um protesto de torcedores em frente à sede do clube, em Porangabuçu, terminou com intervenção da polícia, que utilizou bombas de efeito moral. Vídeos do momento circularam nas redes sociais e mostraram torcedores pedindo o fim do conflito pela presença de crianças no local.

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