O lateral-esquerdo Diego Porfírio, ex-Coritiba punido por envolvimento em um esquema de manipulação de apostas, entrou na Justiça contra a Ponte Preta. O jogador pede a rescisão indireta do contrato e cobra aproximadamente R$ 256 mil do clube paulista.
Em 2023, Diego Porfírio chegou a ser banido do futebol pelo STJD por envolvimento em manipulação esportiva enquanto defendia o Coxa. O lateral foi autorizado a retomar a carreira profissional em janeiro de 2026, depois de permanecer 970 dias afastado.
Segundo informações publicadas pelo ge.globo, Porfírio alega atrasos em salários, direitos de imagem e depósitos do FGTS. A ação foi protocolada na última quarta-feira (7), um dia depois de o lateral atuar na derrota da Ponte por 2 a 0 para o Juventude, pela Série B.
Contratado em março, o jogador tem vínculo até 30 de outubro. Além do reconhecimento da rescisão, ele solicita em caráter liminar a retirada de seu registro da Ponte na CBF para ficar livre e acertar com outro clube. O clube paulista, por sua vez, enfrenta grave crise institucional e financeira e já está rebaixado antecipadamente para a Série C.
Porfírio disputou 18 partidas pela Macaca nesta temporada, sendo 17 pela Série B e uma pela Copa do Brasil.
Ex-Coritiba cobra salários e direitos de imagem
A ação, apresentada pelos advogados Filipe Rino e Thiago Rino, cobra R$ 256.994,41. A defesa afirma que Porfírio recebeu pagamentos atrasados e parcelados durante o período em Campinas.
De acordo com o processo, estão pendentes os salários de junho, julho, agosto e setembro, os direitos de imagem de maio a setembro e os depósitos do FGTS desde março. O valor ainda inclui 13º salário, férias, multa rescisória e a cláusula compensatória desportiva.
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A defesa também pede que o presidente da Ponte Preta, Luiz Antônio Alves Torrano, e o vice-presidente e diretor de futebol, Marco Antônio Eberlin, possam responder por eventuais créditos reconhecidos pela Justiça. O argumento é baseado em dispositivos da Lei Geral do Esporte relacionados à gestão irregular ou temerária.
Procurada, a Ponte informou que ainda não havia sido formalmente citada. O clube afirmou que analisará o caso e adotará as medidas cabíveis quando tiver acesso aos autos.
Porfírio foi punido por manipulação enquanto defendia o Coritiba
Diego Porfírio defendeu o Coritiba em 2022 e disputou 16 partidas pelo clube. Durante a passagem pelo Alto da Glória, o lateral se envolveu no esquema investigado pela Operação Penalidade Máxima.
As investigações encontraram conversas nas quais o jogador negociava o recebimento de R$ 50 mil para levar um cartão amarelo em uma partida do Coxa. Em setembro de 2023, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) determinou sua eliminação do futebol.
Porfírio também firmou um acordo com o Ministério Público de Goiás, tornou-se testemunha em uma das fases da investigação e admitiu arrependimento pela participação no esquema.
Jogador voltou ao futebol depois de 970 dias
Durante o período afastado, Porfírio disputou campeonatos de várzea para obter renda e ajudar a família. O jogador contou que chegou a participar de três partidas no mesmo dia e recebia entre R$ 200 e R$ 300 por jogo.
A liberação para retornar ao futebol profissional ocorreu em janeiro deste ano. Depois de 970 dias longe dos gramados, ele voltou a atuar pelo Pouso Alegre, no Campeonato Mineiro.
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A retomada abriu caminho para a transferência à Ponte Preta. Menos de sete meses depois da contratação, porém, o ex-jogador do Coritiba tenta romper o vínculo judicialmente em meio à crise financeira vivida pelo clube de Campinas.
Além de Porfírio, o meia David Braw também acionou a Justiça contra a Ponte. Ele pede o reconhecimento do vínculo empregatício e cobra cerca de R$ 109 mil, apesar de não ter sido registrado nem entrado em campo pelo clube.