Sete meses após deixar a cadeia, o atacante Yuri, 30 anos, pode ser campeão da quarta divisão do futebol carioca com a camisa do Goytacaz. No último fim de semana, o seu time ficou no empate em 1 a 1 com o Macaé, deixando a decisão em aberto para a grande final no próximo domingo, em Campos. O detalhe é que o jogador atua com uma tornozeleira eletrônica.
Yuri entrou no segundo tempo da partida diante do Macaé, chamando a atenção por utilizar a tornozeleira por baixo do meião em sua perna esquerda. O jogador não é titular da equipe do Goytacaz, mas costuma entrar no decorrer das partidas. Ele disputou a competição inteira utilizando o dispositivo.
O clube não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas entende que não há nada no regulamento da competição que impeça um atleta de atuar com uma tornozeleira eletrônica.
O atacante foi preso em 2018 por tráfico de drogas e passou os últimos sete anos preso em Campos dos Goytacazes. Em maio ele foi solto para cumprir o restante da punição com o uso de tornozeleira eletrônica.
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Em nota divulgada ao ge.globo, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) destacou a função de ressocialização no futebol.
Confira a nota da federação
“Com a missão de ir muito além dos gramados, reforçando a busca pela formação de cidadãos antes de atletas, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro entende que a inclusão/ressocialização é função primordial do esporte. Sobre a participação do atleta em uso de tornozeleira eletrônica, equipamento de monitoramento da Justiça, a FERJ buscará informações se há proibição legal do exercício da atividade profissional para não cometer erro de julgamento no caso.”