Com a montagem do elenco para a disputa da Série A ainda em andamento, o técnico Fernando Seabra, do Coritiba, projetou o Campeonato Brasileiro depois do empate contra o Cascavel por 1 a 1, pela última rodada da fase de grupos do Campeonato Paranaense.

Em entrevista coletiva, Seabra destacou que a equipe não deve iniciar a competição em seu auge e ressaltou a importância de evolução rodada a rodada ao longo da temporada.

“A gente precisa entender que o desafio é evoluir jogo a jogo. Nenhuma equipe, nesse momento da temporada, vai iniciar o campeonato no seu auge. O desafio é aprender com os jogos e ir se fortalecendo”, afirmou.


A estreia do Coritiba no Brasileirão será na próxima quarta-feira (28) contra o Red Bull Bragantino, no Couto Pereira, às 19h. Além das dez contratações já anunciadas, o clube segue ativo no mercado e pode confirmar, nas próximas semanas, a chegada do atacante Keno, ex-Fluminense.

No empate contra o Cascavel, o Coxa contou com as estreias do atacante Breno Lopes, do meia Gustavo e do zagueiro Thiago Santos, reforços recentes que começam a ganhar minutagem sob o comando da comissão técnica. Eles se juntam a outros sete jogadores que já estrearam pelo clube e se preparam para o Campeonato Brasileiro, principal objetivo da temporada.

O treinador também explicou que a disputa por posição e a rotatividade no elenco farão parte do processo durante o ano, conforme os atletas ganhem ritmo e minutagem. “A gente vai sempre proporcionar a disputa de posição e a rotatividade, mas esse é um processo que vai acontecer ao longo da temporada”, completou.

Treinador explicou time reserva contra o Cascavel

Seabra ainda falou sobre a escalação alternativa utilizada na partida e explicou que a decisão teve como objetivo equilibrar a carga de trabalho do elenco neste início de temporada.

“Quando você está preparando um time, é necessário ter estímulos de treinamento, de recuperação e de jogo. A gente tinha jogadores com mais lastro de jogo e já desgastados pela sequência, enquanto outros tinham muito treino e pouco estímulo de jogo. O que fizemos foi buscar esse equilíbrio”, explicou.

Segundo o técnico, a escolha permitiu dar minutos a atletas que vinham treinando mais e, ao mesmo tempo, oferecer um período maior de descanço para quem já havia atuado em uma sequência.

“Esse jogo foi importante para promover estímulo para quem tinha mais treino e menos jogo e proporcionar melhor recuperação para quem vinha de sequência. Assim, conseguimos equilibrar melhor o elenco”, completou Seabra.

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