O técnico Fernando Seabra explicou por que o Coritiba precisou “saber sofrer” durante o segundo tempo da vitória por 2 a 1 sobre a Chapecoense, no último sábado (8), no Couto Pereira, pela 22ª rodada do Brasileirão. Depois de abrir o placar, o Coxa perdeu força, passou a ter menos posse de bola e viu o adversário crescer principalmente na etapa final.

Na entrevista coletiva após a partida, o treinador explicou que as substituições precisaram ser administradas devido aos problemas físicos que quatro jogadores tiveram durante o jogo. Ao justificar por que demorou para fazer determinadas mudanças mesmo com a pressão da Chapecoense, Seabra usou uma situação hipotética e foi firme na resposta.

“Se eu antecipo uma troca porque estou sem posse de bola, se eu antecipo uma troca com dez minutos para resolver isso e aí depois um tem câimbra com 15 minutos, outro tem um trauma com 35, termina o jogo com dois a menos. Porque eu fui burro e fiz a última troca cedo”, comparou.

Coritiba sofre com problemas físicos durante a partida

Durante o jogo, o Coritiba fez quatro alterações por motivos médicos. O primeiro foi Josué, que sentiu o músculo posterior da coxa direita ainda no primeiro tempo e deu lugar para Brian Ocampo. Depois, o lateral-esquerdo Bruno Melo também precisou sair depois de sofrer uma pancada ainda na etapa inicial.

Porém, os problemas continuaram. Ocampo, que entrou no lugar de Josué, sofreu uma pancada no tornozelo e teve que dar lugar para Vini Paulista, enquanto o zagueiro Jacy não resistiu às dores no tornozelo depois de cair no fosso do vestiário visitante e deu lugar para Rodrigo Moledo. Tudo isso até os três minutos do segundo tempo.

Jacy se empolgou na comemoração e caiu no buraco do túnel do vestiário do Coritiba. (Foto: Jow Baker/Fotoarena/Sipa USA/Icon Sport).

Com tantos problemas físicos, Seabra destacou que precisava administrar o limite de cinco substituições e três momentos de paralisação permitidos pela regra.

“Quando isso acontece, você precisa sofrer. O adversário fica com a faca e o queijo na mão, porque ele pode fazer as trocas, mudar o time de tudo quanto é jeito, e a gente teve que se ajustar aos problemas que o Lacerda colocou mexendo a estrutura com os jogadores que estavam no campo”, disse.

“Existe o que é o ideal, existe o que é a realidade e existe a regra do jogo, que muitas vezes muitas pessoas esquecem. E você tem que fazer diante da regra do jogo”, completou.

Chapecoense cresceu no segundo tempo

Depois de um primeiro tempo de maior controle do Coritiba, a Chapecoense passou a ocupar mais o campo ofensivo e pressionar no decorrer do segundo tempo. O time ainda chegou a marcar um gol anulado por impedimento enquanto a partida ainda estava 1 a 0 para o Coxa, que em um momento de pressão do adversário, ampliou com Pedro Rocha.

Seabra em Coritiba x Chapecoense. (Foto: Geraldo Bubniak/AGB/ZUMA Press Wire/Icon Sport).

A Chape ainda descontou nos acréscimos mas o jogo terminou com vitória do Coxa. Seabra fez questão de elogiar os últimos jogos da equipe visitante, que ocupa a lanterna da Série A, com 11 pontos e apenas uma vitória.

“A gente se preparou para um jogo difícil, porque tem visto a Chapecoense jogar. Esteve muito perto de ganhar do Santos na Vila, empatou com o Cruzeiro em casa e, no segundo jogo com o Cruzeiro, jogou muito bem no Mineirão. Teve uma expulsão e, a partir daí, o Cruzeiro pôde desenrolar o jogo”, avaliou.

O Coxa agora se prepara para o jogo contra o São Paulo, no próximo sábado (15), às 21h, no Morumbi, em jogo válido pela 23ª rodada.

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