O que para muitos pode ser apenas mais uma rodada da Série B, para a palestina Diana Mounayer foi uma experiência que ficará marcada para sempre em seu coração. Entre o som da bateria da arquibancada, bandeiras balançando e a torcida cantando, ela viveu pela primeira vez a emoção de ir a um estádio para assistir a um jogo de futebol.

A convite da presidente da Associação do Coritiba, Marianna Libano, Diana esteve no Couto Pereira, em agosto, e se encantou com a energia da torcida alviverde durante o duelo com a Chapecoense, pela 21ª rodada da competição.

As duas se conheceram atraves da Milena, amiga do Rauf, namorado da Diana. O grupo esteve no bar anexo ao estádio durante as férias de Diana no Brasil e o mais curioso é que seu namorado é torcedor do Athletico.

Mesmo sem entender as letras dos cânticos, ela rapidamente compreendeu aquela linguagem universal do futebol, que atravessa fronteiras.

“Foi meu primeiro jogo de futebol ao vivo, e logo no Brasil! Foi um sentimento muito especial. Fiquei muito feliz de poder acompanhar de perto”, contou a professora universitária.

Logo após o apito inicial, Diana já se via completamente envolvida pela atmosfera do jogo e entendendo o sentimento de um torcedor. “Eu estava ansiosa, querendo que o Coritiba marcasse um gol. Fiquei totalmente envolvida com a partida, mesmo não sendo uma torcedora típica.”

Diana também revelou surpresa com uma tradição das arquibancadas: os cânticos contra o Athletico, mesmo sem o rival estar em campo. “Depois entendi que isso também acontece do lado deles. Foi interessante ver essa dinâmica em um país onde a cultura do futebol é tão forte”, relatou.

No entanto, em Curitiba, o coração bateu forte pelo Coxa. A energia da torcida impressionou a visitante, que, junto com suas amigas coxa-brancas, ficou encantada com a experiência e principalmente com o Green Hell, feito pela torcida antes da bola rolar.

“Admiro a energia dos torcedores do Coritiba. O show de fogos antes da partida foi espetacular”, destacou.

Diana leva as memórias para seu país natal

Embora o futebol seja popular em Jerusalém, sua cidade natal, a situação política da região dificulta o desenvolvimento de times locais. Por isso, segundo ela, os torcedores costumam acompanhar gigantes europeus, como Real Madrid e Barcelona.

Ao deixar o estádio, Diana ficou feliz ao registrar memórias que pretende mostrar à família em seu país. “Tirei muitas fotos e vídeos para mostrar aos meus sobrinhos na Palestina”, disse.

Agora, depois do jogo, ela garante que o que viveu no estádio será guardado eternamente em sua memória. “As vibrações da torcida do Coritiba são contagiantes. O Coritiba terá sempre um lugar especial no meu coração, porque me proporcionou uma lembrança tão bonita. Tornou minha estadia no Brasil ainda mais especial.”

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