Com poucas opções no setor defensivo, o Coritiba pode ter o retorno do zagueiro Maicon ao time titular na partida contra o Botafogo, nesta segunda-feira (12), às 16h, no Couto Pereira. Capitão no acesso da Série B, no ano passado, o veterano de 38 anos não começa um jogo há cinco meses, normalmente sendo preterido por Jacy, Tiago Cóser e também Rodrigo Moledo na escolha do técnico Fernando Seabra.
Para o confronto direto no Alto da Glória, Jacy deve ser desfalque, Tiago Cóser ainda se recupera de lesão e o lateral-esquerdo Bruno Melo, que atuou improvisado diante do Fluminense, está suspenso. Perguntado sobre como montaria o sistema defensivo com tantos desfalques, o treinador mencionou o camisa 3, além de outras maneiras de improvisar no setor.
Temos vários jogadores. Você não comentou do Maicon também. O Tinga, no Fortaleza, jogou de zagueiro também. O Thiago [Santos] já jogou de zagueiro, por exemplo. É entender o jogo, fazer o estudo do Botafogo, entender nosso momento e ver as características que podem ser melhores. A gente tem ali opções para formatar todos os setores. Vamos fazer isso com lucidez, critério e compromisso, sabendo que a gente precisa buscar uma resposta para seguir atrás dos nossos objetivos na competição.
– Fernando Seabra, técnico do Coritiba
Maicon começou a temporada como titular, mas perdeu a posição para Cóser em maio, quando se lesionou. Desde então, só entrou em campo duas vezes pelo Alviverde, totalizando 37 minutos. A última vez que apareceu foi no segundo tempo da derrota para o Mirassol, por 2 a 1, em 6 de setembro. Em toda a temporada, participou de 19 jogos pelo Coxa.
A perda da espaço dentro do elenco causa estranheza por causa do papel de liderança do atleta dentro do grupo e ele foi sondado pelo Sport nos últimos dias da janela. A experiência de Maicon, diante de um cenário de dificuldade recente, com somente um ponto conquistado dos últimos 12 disputados, além de 14 gols sofridos no mesmo período, pode contar para uma volta contra o Botafogo, especialmente se Cóser não se tiver condição clínica para atuar.
“A gente está muito ciente que as soluções estão dentro do nosso vestiário e dentro do nosso elenco. A gente tem que fazer um trabalho em equipe, com muita lucidez, muito equilíbrio e sinceridade para ir mobilizado porque a gente tem muita responsabilidade. É uma fase difícil, mas de uma equipe que também já se provou competitiva e consistente. Vamos se adaptar, ler o momento e fazer os ajustes que são precisos. Pode ter certeza que vamos com o espírito competitivo”, avisa o Seabra.
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