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Léo “Gamalhovic”, o Ibra do Nordeste: as histórias do novo camisa 9 do Coritiba

Léo Gamalho fechou com o Coxa para 2021
Léo Gamalho fechou com o Coxa para 2021| Foto: Divulgação/CRB
  • Por Fernando Rudnick
  • 17/02/2021 15:56

O atacante Léo Gamalho, nova contração do Coritiba, é tão artilheiro quanto andarilho no mundo da bola. O jogador de 35 anos já atuou em quatro países, além do Brasil, e vestiu 20 camisas diferentes.

A última foi a do Al-Khor, do Catar, onde chegou no fim de setembro de 2020, com cinco gols em 11 partidas. Somando os tentos anotados pelo CRB, o centroavante chegou a 23 em 42 duelos na temporada – média de 0,54 gol/jogo.

No clube de Maceió, com gols em profusão, virou ídolo e ganhou apelidos inusitados: Léo Gamalhovic e Ibra do Nordeste. A comparação era com o sueco Zlatan Ibrahimovic, do Milan, que também usa um coque samurai como penteado.

"É um atleta que se entrega por completo ao projeto do clube. Ele me surpreendeu até na questão de marcação, nos ajudou muito. E também nos ajudou com sua qualificação como artilheiro, jogador de área, finalizador. O Coritiba foi muito assertivo na contratação dele. Espero que tenha um 2021 tão brilhante quanto 2020", elogia o técnico Marcelo Cabo, que treinou Gamalho no CRB.

De acordo com o blog da Nadja, o atacante fechou por duas temporadas com o Coxa.

Um toque na bola

Com 1,88 m de altura, Gamalho sabe tirar proveito de seu tamanho para marcar gols. Mas se engana quem pensa que o camisa 9 é daqueles que sofrem com a bola no pé.

"É um jogador que não tem tanta velocidade, mas compensa com boa técnica. Mesmo não marcando, ajuda a equipe. Ele faz muito bem função de pivô e abre espaços para outros atletas", comenta o jornalista William Tavares, da Folha de Pernambuco.

"É um centroavante raiz, camisa 9 clássico. Sabe ler bem o jogo, um cara que domina os espaços na grande área. A maioria do gols é com um toque só, chegando pra finalizar. Também é muito bom na bola aérea, aproveitando sua altura", completa Tavares.

Em 2014, quando defendeu o Santa Cruz, Gamalho viveu sua temporada mais goleadora. Ele chegou para substituir o ídolo Dênis Marques e fez 32 gols em 57 partida pela Cobra Coral. Terminou como artilheiro do Pernambucano e segundo maior do Brasil naquela temporada.

Andarilho

Gaúcho de Porto Alegre, Léo Gamalho foi revelado pelo Internacional. Porém, pouco foi aproveitado pelo Colorado e acabou construindo sua carreira bem longe do Sul do país.

Entre 2007 e 2009, jogou no segundo escalação do futebol português, no modesto Valdevez. Depois, passou duas temporadas na China antes de retornar para o Grêmio Barueri, em 2011. Também jogou por times como ABC, Bahia, Goiás, Ponte Preta, Ceará e Criciúma.

Em 2018, defendeu o Pohang Steelers, da Coreia do Sul. Dois anos antes, o atacante jogou a Libertadores pelo Nacional, do Uruguai.

"O futebol de lá é diferente. Estilo de muita pegada e muita entrega. Até se assemelha ao Campeonato Gaúcho, mas com níveis mais pegados até. Foi uma experiência muito legal para mim. Fui muito bem tratado por lá", explicou Gamalho, em entrevista ao Estadão.

Clone ou gêmeo?

Em 2019, quando atuava pelo Criciúma, Léo Gamalho viralizou ao enfrentar seu clone – ou seria irmão gêmeo –, Renan Fonseca, da Ponte Preta.

Os dois inclusive, já haviam atuado juntos no Santinha, mas na época apresentavam visuais diferentes. Léo já tinha cabelo estilo Ibra, mas sem a volumosa barba de hoje em dia.

Cuidados físicos

Aos 35 anos, o centroavante já é um veterano dos gramados. A consciência sobre as limitações física trazidas pela idade, no entanto, são um diferencial para continuar rendendo e marcando gols.

"Léo é um atleta muito profissional, na concepção da palavra. Ele entendeu que com o passar do tempo teria de ter alguns cuidados especiais, principalmente em treinamentos, preventivo. Ele vem se cuidando muito mais extracampo. Posso confessar que foi uma surpresa completamente positiva", enfatiza Marcelo Cabo, atualmente no Atlético-GO.

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