Depois de seis anos, Vilson Ribeiro de Andrade está de volta ao Coritiba. Vice-presidente em 2010 e 2011 e presidente de 2012 até 2014, ele agora faz parte da diretoria montada pelo presidente Renato Follador.

Para este retorno, o clube aumentou o G5 da diretoria para G6 e Vilson será o diretor institucional do Coxa. Na prática, será ele o responsável por representar o Alviverde em algumas negociações.

"Eu serei a figura de representação do clube perante a CBF, FPF, televisão… o elo de ligação entre o clube e essas áreas. E também em questões internacionais quando necessário", explicou o dirigente, em entrevista ao UmDois Esportes.

Porém, mais do que apenas um diretor, Vilson Ribeiro ajudará Follador na gestão do Coritiba. Os dois podiam até ter sido rivais nas eleições presidenciais no ano passado. Só que a proximidade da forma de pensar dos dois fez com que o ex-mandatário saísse de cena e virasse um apoiador do novo presidente.

"Lá atrás havia a intenção de ser uma candidatura única, sem oposição. Não foi possível por uma série de fatores, visões. Então entendi que não devia participar da eleição mais. Eu já tinha participado por cinco anos do clube e o projeto do Renato era muito próximo do que eu pensava. 90% das pessoas que estavam com ele me apoiaram em 2014, então não fazia sentido concorrer", explicou Vilson.

Vilson Ribeiro quer usar experiência de presidente nesta retomada do Coritiba

Mais do que isso, a experiência de cinco anos do dirigente frente ao Coxa também pode ser fundamental nesta retomada. Quando assumiu o clube, em janeiro de 2010, o então presidente pegou pela frente um Alviverde rebaixado e ainda punido com a perda de mandos de campo, por conta de toda a confusão no Couto Pereira na última rodada de 2009, contra o Fluminense.

Mesmo assim, naquele mesmo ano foi campeão paranaense, situação que se repetiu em 2011, 2012 e 2013, foi campeão da Série B, também em 2010, e ainda somou mais dois vice-campeonatos da Copa do Brasil, em 2011 e 2012. Além disso, em 2014 foi chefe da delegação da seleção brasileira na Copa do Mundo, o que facilita uma relação com a CBF nesta nova função.

Vilson Ribeiro teve papel de destaque no Coritiba no início da década passada.
Vilson Ribeiro teve papel de destaque no Coritiba no início da década passada.| Albari Rosa/Arquivo/Gazeta do Povo

"Acredito que a minha experiência de cinco anos ajuda muito. Eu peguei o clube em 2010 em uma situação muito difícil, tínhamos um fluxo de caixa negativo em R$ 70 milhões. Mas tinha a diferença que não existia a pandemia, o processo econômico era mais fácil com TV, público nos estádios. Hoje a pandemia trouxe essa grande dificuldade de não ter público nos estádios e uma das situações que vejo com maior dificuldade é que a Série B não tem muito incentivo. A redução do dinheiro é muito maior", ressaltou.

O próprio Follador ressaltou que esse histórico é importante nesta retomada do Coritiba e que o ex-presidente vem sendo peça fundamental fora do clube.

"O G6 toma decisões em todas as áreas e temos usado muito o networking do Vilson, a relação com a CBF, com o Congresso Nacional… Ele foi o cara da Lei do Profut. Estamos usando muito ele no relacionamento externo por enquanto. Mas ele também participa das reuniões para decisões internas com todo o G6"

Série B na pauta

Apesar de já olhar para 2021 pensando em Série B, Vilson Ribeiro não joga a tolha, mas sabe que é muito difícil evitar um rebaixamento ao término do Brasileirão.

"A matemática ainda não coloca o Coritiba como rebaixado, mas é muito difícil ganhar sete ou oito partidas em nove, sendo que ao longo do campeonato venceu cinco", admitiu.

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Para 2021, a segunda divisão pode estar "inflacionada", com Cruzeiro, Botafogo e até Vasco na competição. E a participação de tantos times assim pode até ajudar de certa maneira.

"Isso valoriza a Série B. Não é o que a gente quer (disputar a Série B), mas valoriza e dá uma importância para a competição. O Coritiba não é para estar na Série B, mas se não for possível, vamos fazer do limão uma limonada e o marketing vai saber explorar isso", avaliou.

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