Ex-volante com passagens por Paraná, Coritiba, Vasco, Grêmio e Palmeiras, Léo Gago revelou como a gagueira, distúrbio que afeta a fala, atrapalhou sua carreira como jogador de futebol.

O ex-jogador pendurou as chuteiras em 2019, no Guarani de Palhoça, e agora inicia a carreira de treinador como técnico nas categorias de base do Coimbra-MG.

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“Foram muitos dias de entrevistas que eu dava migué e ia embora. Depois, eu vi que era bom para a minha imagem”, declarou Léo, em entrevista ao ge.globo.

“Foi uma coisa não tão boa para a minha imagem. Se eu tivesse feito todas as entrevistas que me pediram, até para divulgar mais meu nome… As pessoas compram ideia pelo que escutam, pelo que veem”, reforçou.

“Os caras pediam entrevista, e eu fugia. O nome poderia ter crescido mais, sabe? Até o próprio contrato ser um pouco melhor, porque as pessoas aceitariam mais”.

Léo Gago fez sucesso no Coritiba

Revelado na Inter de Limeira, Léo Gago obteve o primeiro destaque no futebol brasileiro com a camisa do Ceará, em 2006. No ano seguinte, teve boa passagem pelo rival Fortaleza, antes de ser contratado pelo Paraná Clube, em 2008.

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Léo Gago solta pipa no CT da Graciosa: passagem pelo Coxa foi de sucesso. Foto: Arquivo/UmDois

A passagem pelo Tricolor deixou boa impressão, porém foi curta. Foram apenas 14 partidas e um gol marcado. Na sequência, o volante canhoto passaria por Avaí e Vasco, antes de chegar ao Coritiba, em 2010.

No Coxa, Léo Gago virou titular absoluto em 2011, ano que a equipe acabou com o vice-campeonato da Copa do Brasil.

“Hoje, eu levo na boa (a gagueira). É bacana para as pessoas saberem o que eu tenho de pensamento, a vida que eu vivi. A experiência até aqui é boa”, diz o ex-atleta, que também falou um pouco sobre os planos para a nova carreira.

“Vou fazer Licença A para estar apto, aprender e, no futuro, subir de categoria e chegar no profissional, na Série A, que é o objetivo. Até lá ainda tem chão, e o futebol é dinâmico demais. Tenho que estudar e me preparar para as oportunidades”, comentou.