O Coritiba completa 117 anos nesta segunda-feira (12). Para marcar o aniversário, o UmDois Esportes relembra alguns dos jogadores mais importantes que já defenderam as cores alviverdes. Listamos 15 atletas que marcaram época pelo Coxa e são considerados ídolos. Falta alguém na sua lista? Deixe seu comentário.
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Dirceu Krüger
Com uma vida dedicada ao clube, Dirceu Krüger é considerado por muitos torcedores o maior ídolo do Alviverde. O Flecha Loira, como era conhecido, trabalhou por 54 anos no clube como jogador, técnico, auxiliar e também em cargos administrativos.
Krüger disputou 252 jogos pelo Coritiba, com 58 gols marcados. No título brasileiro de 1985, ele foi auxiliar de Ênio Andrade. O ex-jogador comandou o time em 185 jogos em diferentes épocas.
Como jogador, conquistou sete títulos do Campeonato Paranaense, entre 1968 e 1975, e o Torneio do Povo, em 1973. Em 1970, o meio-campista ficou entre a vida e a morte depois de sofreu uma lesão em um jogo e romper parte do intestino.
Depois de recuperado, voltou a jogar pelo Coxa por mais seis anos. Em 2016, sua contribuição ao clube foi imortalizada em uma estátua que fica nos arredores do Couto Pereira. Krüger faleceu em 2019, mas seu legado é eterno no Coritiba.
Foto: Coritiba/Divulgação
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Jairo
Jogador com mais partidas na história do Coritiba, Jairo entrou em campo 410 vezes entre 1970 e 1980. Conhecido como Pantera Negra, o goleiro conquistou seis Paranaenses, o Torneio do Povo, em 1973, e o Brasileiro de 1985.
Quando era jogador do Alviverde, foi convocado para a seleção brasileira em 1976 e jogou a partida que ficou marcada por uma pancadaria generalizada entre os jogadores do Brasil e da seleção uruguaia no Maracanã.
Depois da passagem vencedora no Coritiba, o atleta foi para o Corinthians, onde também é considerado ídolo. Morreu em 2019, vítima de um câncer no rim.
Foto: Coritiba/Divulgação
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Alex
Um dos ídolos mais recentes da história do Coritiba, Alex fez história no clube e é considerado um dos melhores jogadores da sua geração. Formado na base alviverde, o camisa 10 estreou no Coxa em 1995 e deixou o time em 1997. Leia o perfil completo.
Depois, se destacou por Palmeiras, Cruzeiro e se tornou ídolo também no Fenerbahçe, na Turquia, onde tem uma estátua em sua homenagem.
Depois da carreira brilhante na Turquia, voltou ao Brasil para encerrar a carreira no Coritiba, conquistando o Campeonato Paranaense de 2013. No total, somando as duas passagens, acumulou 209 jogos, 70 gols e 58 assistências.
Foto: Folhapress
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Pachequinho
Revelado pelo Coritiba, Pachequinho foi um atacante rápido e habilidoso da década de 1990, período em que o clube vivia uma seca de títulos e passou quatro temporadas na Segunda Divisão. Ainda assim, os 63 gols em 217 jogos fizeram do jogador um ídolo da torcida coxa-branca.
Ele passou também pelos outros dois times da capital, Athletico e Paraná Clube, e encerrou a carreira em 1999 no Criciúma. Em 2015 iniciou a carreira de treinador, justamente no Alviverde, onde foi campeão do Estadual em 2017.
Foto: Coritiba/Divulgação
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Tostão
Ídolo de infância de Alex, Luís Antônio Fernandes jogou no Coritiba entre 1986 e 1992. Meia-esquerda, recebeu o apelido pelo estilo de jogo que lembrava o craque do Cruzeiro e seleção brasileira.
Foi campeão paranaense duas vezes, em 1986 e 1989. No último título, formou um dos melhores times de todos os tempos e dividiu o meio-campo com Osvaldo, Carlos Alberto Dias e Serginho.
Ao todo, marcou 47 gols em 192 jogos pelo time do Alto da Glória.
Foto: Coritiba/Divulgação
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Aladim
O ponta-esquerda jogou no Coritiba nas décadas de 1970 e 1980 e frequenta o Alto da Glória até hoje. O atleta fez parte do elenco histórico de 1973, conquistando o Torneio do Povo, além de cinco títulos paranaenses.
Carioca, Aladim escolheu permanecer em Curitiba depois de deixar o Coxa. Ele chegou a ser eleito vereador duas vezes pela cidade e é dono de uma panificadora em um dos bairros mais tradicionais da cidade.
Foto: Coritiba/Divulgação
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Rafinha
O meia-atacante disputou 268 jogos com a camisa do Coritiba, foi tetracampeão paranaense e conquistou o título da Série B em 2010. Ele também fez parte dos times que foram vice-campeões da Copa do Brasil, em 2011 e 2012.
Em 2019, voltou ao Coxa e participou da campanha de dois acessos. Em 2022, foi dispensado pelo clube sem uma entrevista de imprensa para marcar o adeus.
Atualmente, o torcedor coxa-branca pode encontrá-lo com facilidade no Couto Pereira, onde costuma acompanhar aos jogos da equipe nas sociais.
Foto: PPG / Icon Sport
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Lela
Lela foi eternizado na história do Coxa pela conquista do título de Campeão Brasileiro em 1985. Pelo Alviverde, o ponta fez 200 jogos e marcou 55 gols. Ele ainda conquistou o Campeonato Paranaense de 1986, deixando o Coxa dois anos depois.
Lela é pai dos ex-jogadores Richarlyson e Alecsandro. O atacante defendeu o Coxa entre 2017 e 2018, mas não teve uma passagem marcante como a do pai
Foto: Coritiba/Divulgação
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Duílio
Atacante de uma época dourada, defendeu o Coritiba entre 1954 e 1963, vencendo cinco Paranaenses. Natural de Ponta Grossa, foi contratado com expectativa de ser artilheiro, fez jus às previsões – se tornou o maior goleador da história do clube, com 254 tentos.
Com bom porte físico, o chamado Canhão aproveitava a força para marcar de várias maneiras, principalmente de cabeça e com seu forte chute. Morreu jovem, em 1991, aos 56 anos de idade.
Foto: Coritiba/Divulgação
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Capitão Hidalgo
Volante inteligente, José Hidalgo Neto chegou ao Coritiba em 1970 para conquistar muitos títulos. Foi campeão do Torneio do Povo em 1973 e tetracampeão paranaense, entre 1971 e 1974.
Capitão coxa-branca, adotou o título como um nome, mais do que um apelido. Em 1974, também comandou o time interinamente (enquanto atuava) por 14 rodadas do Brasileiro. No ano seguinte, foi treinador na conquista do pentacampeonato estadual.
Após pendurar as chuteiras, passou a atuar como comentarista esportivo em rádios de Curitiba.
Foto: Coritiba/Divulgação
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Aroldo Fedatto
Grande líder em campo, o zagueiro personificou o que era ser Coritiba. Jogou por 13 anos (de 1943 a 1957), recorde até hoje. Ele também é o maior vencedor da história do clube, o único de sua carreira.
Defensor com técnica e classe, evitada cometer faltas. Tanto que em 1951 recebeu o Belfort Duarte após permanecer 80 jogos sem receber cartão.
Além de atleta, também era contador, conciliando as carreiras – inclusive seu escritório teve o Coxa como cliente. O Estampilha Rubia também foi proprietário de uma loja de materiais esportivos chamada Fedato Sports, muito famosa em Curitiba até 2002, quando fechou as portas.
Fedatto faleceu em 2013.
Foto: Coritiba/Divulgação
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Rafael Cammarota
Rafael Cammarota jogou pouco tempo no Coxa (de 1985 a 1988 e 1992), mas isso não o impediu de marcar época. Foi goleiro no título brasileiro de 1985 e também do estadual de 1996. Arqueiro de muita qualidade técnica e bom posicionamento, deixou Jairo no banco na campanha.
Toda sexta-feira, assumia o fogão na concentração da equipe. Preparava macarronada com frango para o elenco, num ritual que virou superstição. O momento de descontração antes dos jogos ajudava a unir o grupo e, segundo os próprios atletas, era parte do segredo do sucesso do time.
Foto: Coritiba/Divulgação
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Zé Roberto
Era um grande craque. Longilíneo, magro e sem perfil de jogador, mas com grande faro de gol. Começou no São Paulo, jogou emprestado no Athletico e depois foi buscado pelo Coxa.
Defendeu o clube entre 1971 e 1974, conquistando três vezes o Campeonato Paranaense e também o Torneio do Povo.
Recentemente, sua filha, Rosemary Marques, escreveu uma biografia sobre o jogador e o pai Zé Roberto, que faleceu em 2016, aos 70 anos de idade.
Foto: Coritiba/Divulgação
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Cláudio Marques
Natural de Santos, teve a honra de dividir o gramado com o Rei Pelé no Peixe. Veio para Curitiba quando seu pai, Ernesto, olheiro do time paulista, foi indicado para morar na capital.
Venceu vários campeonatos até 1975 e depois, em 1978, retornou ao clube para ganhar mais duas vezes e se tornar o maior vencedor so estadual, com oito conquistas.
Conhecido como Catega, Marques trabalha no clube atualmente, especialmente orientando jovens atletas.
Foto: Coritiba/Divulgação
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Nilo Neves
O lateral-esquerdo Nilo defendeu o Coritiba entre 1968 e 1975. Revelado pelo Internacional, o gaúcho mostrou que teria seu nome marcado na história do clube logo de cara.
Na final do Paranaense de 1968, contra o Athletico, o gol salvador de Paulo Vecchio saiu de seus pés, uma assistência perfeita.
Venceu o Torneio do Povo, em 1973, e sete campeonato paranaenses. Ele também foi convocado para defender a seleção brasileira. Pelo Coxa, foram 386 partidas – terceiro no ranking histórico.
Nilo faleceu em 2022, aos 79 anos de idade.
Foto: Coritiba/Divulgação