O Conselho Consultivo do Coritiba reprovou, em reunião nesta segunda-feira (8), a decisão de excluir o nome do ex-presidente Renato Follador de um setores do estádio Couto Pereira.
Liderado pelo ex-presidente João Jacob Mehl, o Conselho Consultivo agora enviará um parecer para o Conselho Deliberativo. Outros membros natos no Conselho são os também ex-mandatários Joel Malucelli, Francisco Alberto Vieira de Araújo, Giovani Gionédis, Jair Cirino dos Santos, Vilson Ribeiro de Andrade, Rogério Bacellar e Samir Namur.
A decisão, porém, não se sobrepõe ao que foi aprovado pelo Conselho Deliberativo no fim do mês passado. A situação é tão polêmica que tem chance até de ser judicializado.
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A reunião que definirá o novo nome para o setor onde fica a torcida organizada Império Alviverde no estádio já está marcada para a próxima segunda-feira (15), às 19h30. No último encontro, alguns nomes já foram citados, como “Alma Guerreira” e “Coxa Doido”. Após a aprovação, a escolha será enviada para a Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
A mudança ocorrerá apenas no setor até então chamado de Renato Follador. O setor Evangelino da Costa Neves, que presta homenagem para o presidente no ano do título do Campeonato Brasileiro, permanece sem mudança.
Por que o Coritiba aprovou a retirada da homenagem para Renato Follador?
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“Por mais que eu tenha total respeito pelo Renato Follador como pessoa, inclusive na época fui um dos eleitores da chapa dele, acredito que há outras maneiras de homenagear alguém. E a temporada de 2025 do Coritiba nos mostrou o quão importante é a conexão torcida + clube”, afirma.
“Visando essa conexão, acredito que colocarmos um nome que dê mais sinergia à torcida, no maior e mais movimentado setor do Couto Pereira, é um dos caminhos a aumentar ainda mais essa proximidade do clube com a torcida, coisa que será essencial para a nossa temporada em 2026, já que teremos uma Série A cada vez mais disputada”, complementa o conselheiro.
Por outro lado, o ex-presidente do Coritiba, Juarez Moraes e Silva, que era o vice de Follador no início da gestão, lamentou a decisão dos conselheiros. “O Couto Pereira tem dezenas de espaços passíveis de homenagem e por estarem vagos se chamam Mauá, ProTork, Alma Guerreira e curva Amâncio Moro”, diz.
“Tem gente que merece mais? Até acho que merecem mesmo, mas por que não fizeram antes? Ou por que não fazem agora? Tem que tirar alguém? A maior dor foi ter que conversar com os filhos do Renato, que ganharam uma placa no dia da homenagem. A vida é assim, nem sempre tem o reconhecimento e a gratidão das pessoas”, complementa Moraes e Silva.