Da cobrança – e até bate-boca – com membros da torcida organizada Império Alviverde ao gol solitário que tirou o Coritiba da zona de rebaixamento ao fim do primeiro turno do Brasileirão.

Esse foi o roteiro vivido pelo atacante Alef Manga entre o fim da tarde dessa segunda-feira (25) e o apito final da partida contra o Cuiabá, no Couto Pereira. Um misto de alívio e também 'resposta' por parte do jogador de 27 anos, que não balançava a rede há oito rodadas.

Muito criticado pela torcida por suas últimas atuações, especialmente contra o Corinthians, o camisa 11 foi o principal alvo da visita da Império ao hotel onde a delegação coxa-branca se concentrava para o duelo.

Cobrança da torcida

Primeiro, o presidente Juarez Moraes e Silva e o head esportivo, René Simões, falaram com os cerca de 30 membros da organizada. Concordaram, inclusive, com a manifestação pacífica. Um por um, os principais nomes do elenco desceram do ônibus para ouvir os torcedores, que ressaltaram o apoio incondicional oferecido ao clube.

O zagueiro Henrique foi quem se pronunciou pelo grupo de atletas. De forma tranquila, defendeu o elenco, citou azar em algumas partidas e erros de arbitragem em outras, mas destacou que todos estão empenhados nos treinos e incomodados com a situação na tabela de classificação. Reiterou a cobrança interna e disse que precisam da torcida junto com eles.

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Depois, os organizados cobraram especificamente Alef Manga, acusado de ser individualista e estar mais preocupado com postagens nas redes sociais do que com o clube. Contratado pelo Coxa no início da temporada, ele tem dez gols e três assistências em 37 partidas.

O jogador não gostou do tom e retrucou, gerando um bate-boca. Ele garantiu que é um atleta de grupo e que tomou decisões erradas nos jogos, mas afastou a tese de que seria individualista. Em certo momento, Juarez pediu para o atacante apenas ouvir as cobranças e não responder mais.

Resposta com gol

A noite terminou com o gol decisivo de Manga e uma comemoração, no mínimo, curiosa. O atacante colocou os dedos indicadores nos ouvidos, como se estivesse mostrando que não ouve as críticas. Outro detalhe: não comemorou em frente ao setor onde fica a Império.

Após a vitória, o camisa 11 desabafou. "Sabemos da nossa qualidade, o nosso time é muito forte e consegui ajudar com o gol. Essa semana que passou foi uma pressão muito grande para cima de mim. Eu estava muito abalado, chateado. Então é como se fosse um alívio. Estava dando o meu melhor e conseguimos um grande resultado", disse o jogador, em entrevista ao Premiere.

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