Lenda do Coritiba na década de 1970, Aladim Luciano completou 80 anos em outubro de 2026. De presente, o ponta-esquerda lança sua biografia “Aladim, o Gênio da Bola e da Vida”, escrita pelo jornalista Marco Assef, na próxima terça-feira (27), em Curitiba. A obra, de 272 páginas e selo da editora Coração Brasil, percorre a trajetória do jogador que subiu ao time principal do Bangu, foi campeão carioca em 1966 e se tornou ídolo do Coxa, com 402 jogos disputados.
O livro reúne depoimentos de ex-jogadores, amigos e jornalistas, como Casagrande, Ernani Buchmann, Zé Domingos, Pereirinha, Capitão Hidalgo, Carneiro Neto, Tito Zeglin e Roberto Hinça, entre outros.
Início foi no Bangu
Natural do Rio de Janeiro, Aladim começou no futebol por acaso, após passar em um teste no Bangu. Em 1966, fez parte do time que venceu o Flamengo de Zagallo por 3 a 0, no Maracanã, e conquistou o Carioca de 1966 – o primeiro título do clube na era profissional.
No podcast Papo com Mafuz, comandado por Fernando Rudnick e Augusto Mafuz, ele contou como a vaga apareceu: a lesão do ponta Zé Carlos, no quinto jogo da campanha, abriu espaço para ele e Cabralzinho, que não saíram mais do time. Veio o bicampeonato em 1967 e, no ano seguinte, o desmonte do elenco, com a venda de jogadores a partir da saída do patrono Eusébio de Andrade, pai do futuro bicheiro Castor de Andrade.
A chegada ao Coxa
Do Bangu, Aladim foi para o Corinthians, onde foi campeão do Torneio do Povo de 1971. Chegou ao Coritiba em 1973, por empréstimo, e não saiu mais. Pelo Coxa, conquistou também os Paranaenses de 1973, 74, 75, 76 e 79. Na entrevista, defendeu que o time de 73 foi o melhor da história alviverde, acima do campeão brasileiro de 1985 – temporada em que ele já estava fora dos gramados, após uma distensão muscular encerrar sua carreira no começo daquele ano, aos 39 anos.
“Aí eu não sabia o que fazer, fiquei desnorteado”, disse, sobre a aposentadoria. Descartou lanchonete, jardim de infância e posto de gasolina até comprar uma panificadora no Bacacheri, em 1985, sem saber fritar um ovo.
Manteve o padeiro do antigo dono, passou a vender pão quente até a noite, negócio que perdura por 41 anos. Da popularidade atrás do balcão veio a política: três mandatos como vereador de Curitiba, sem pretensões quando se elegeu a primeira vez.
O livro também destrincha a curta e mal resolvida passagem pelo Athletico, em 1978, quando – sem explicação – ficou no banco na decisão do Paranaense vencida pelo Coxa nos pênaltis.
Serviço
Lançamento: “Aladim, o Gênio da Bola e da Vida”, de Marco Assef (Coração Brasil, 272 páginas)
Data: 27 de outubro, das 18h30 às 21h30
Local: Auditório do Anexo 2 da Câmara Municipal de Curitiba (entrada pela Rua Visconde de Guarapuava, 2601/2699)