Depois do empate na estreia em 1 a 1 com Marrocos, o Brasil tem dois jogos ainda na fase de grupos para corrigir os erros e chegar com mais força para a disputa do mata-mata da Copa do Mundo. A seleção brasileira ainda enfrenta Haiti e Escócia e precisa vencer ambas as partidas para brigar pela liderança da chave.
Com apenas um ano de trabalho, o técnico Carlo Ancelotti utilizou o período para testar jogadores e formações e ainda não encontrou uma escalação ideal. Foram 56 nomes testados e uma base mantida em relação ao último Mundial – oito titulares contra o Marrocos estavam no Catar.
Ancelotti ainda perdeu nomes importantes na reta final de preparação. Éder Militão, Rodrygo e Estevão sequer foram convocados por lesão, enquanto Wesley se machucou durante o último amistoso contra o Egito e foi cortado. Com as ausências, a lateral-direita virou um ponto de maior dúvida e o ataque perdeu dois nomes de decisão.
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Até por isso, a grande surpresa para a torcida foi a presença do zagueiro Ibañez improvisado na lateral direita – a expectativa era por Danilo, único nome de origem na lista, mas que vem jogando também de zagueiro no Flamengo. Esse é o primeiro ponto de atenção para a sequência na Copa do Mundo.
As principais jogadas de Marrocos antes do gol foram justamente em cima de Ibañez, que saiu ainda no intervalo com cartão amarelo. A entrada de Danilo melhorou o desempenho da seleção brasileira no lado direito, o que pode indicar a primeira mudança já para a partida contra o Haiti.
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O que mais Carlo Ancelotti pode mudar na seleção brasileira?
A seleção brasileira ainda precisa ligar o alerta para o desempenho ruim até o gol marcado por Vini Jr. Todo o sistema defensivo se mostrou perdido em campo, o que ficou evidente no gol de Marrocos. Em levantamento da Espn, o Brasil sofreu o maior número de finalizações em apenas 15 minutos nos últimos 60 anos em Mundiais. Foram seis chutes dos marroquinos.
No segundo tempo, as outras mudanças foram as entradas de Fabinho, Danilo Santos, Luiz Henrique e Matheus Cunha. As mudanças surtiram efeito e ligaram um sinal de alerta sobre a formação do setor ofensivo. O treinador, inclusive, deve escalar uma equipe mais ofensiva contra o Haiti, mas precisa de opções para os jogos decisivos de uma equipe mais equilibrada.
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Além disso, Vini Jr. foi o único nome do ataque que se destacou. Igor Thiago, vice-artilheiro da Premier League, e Raphinha, que foi um dos destaques do Barcelona, tiveram uma estreia apagada. Mas o que a torcida sentiu falta foi a ausência dos jovens, principalmente Endrick.
Com apenas 19 anos, Endrick já tem no currículo um gol importante em amistoso com a Espanha, em pleno Santiago Bernabéu, ainda em 2024. Depois de perder espaço no Real Madrid, o atacante se destacou no Lyon e também no último teste antes da convocação contra a Croácia. Ele ainda marcou um gol no amistoso diante do Egito. Os números colocam ele na frente dos concorrentes, mas o técnico brasileiro deixou de fora da estreia.
Todos os problemas do setor ofensivo também geram a expectativa para saber quando Neymar fica novamente à disposição. O camisa 10 ainda se recupera de lesão na panturrilha e sequer foi opção contra Marrocos. O atacante do Santos foi o único que fez o técnico mudar o discurso de que só contaria com jogadores 100% fisicamente.
“Tenho que aproveitar todo o elenco e não fixar. Falei ontem que a escalação inicial não é a que vai terminar. Os jogadores que entraram fizeram um bom jogo. A escalação inicial foi pensada, trabalhamos ela e parecia a correta. Não tenho críticas para os jogadores que iniciaram o jogo, a crítica é ao time que não foi bem na primeira parte”, afirmou Ancelotti.
Vale lembrar que historicamente as mudanças na seleção brasileira durante a Copa do Mundo costumam dar resultado. Por exemplo, Kleberson, na época jogador do Athletico, ganhou a posição de Juninho Paulista já no mata-mata e foi muito importante na reta final da campanha do penta em 2002.