A vergonhosa eliminação do Brasil para a Noruega, neste domingo (5), nas oitavas de final da Copa do Mundo, teve Bruno Guimarães como um dos personagens centrais. O meio-campista, que despontou no Athletico, desperdiçou um pênalti ainda no primeiro tempo e perdeu a chance de colocar a Seleção Brasileira em vantagem no MetLife Stadium. No fim, o Brasil foi derrotado por 2 a 1.

Titular em todas as partidas do Brasil no Mundial e um dos destaques da equipe na competição, Bruno se tornou o primeiro jogador brasileiro a desperdiçar um pênalti no tempo regulamentar de uma Copa do Mundo desde Zico, nas quartas de final de 1986, contra a França. O jejum de 40 anos foi encerrado justamente em uma partida que terminou com a eliminação da Seleção.

Bruno ficou visivelmente abalado após o apito final. Ainda no segundo tempo, deu lugar a Éderson. O Brasil diminuiu com Neymar, em cobrança de pênalti nos acréscimos, mas não conseguiu evitar a derrota por 2 a 1 diante da Noruega.

Ao deixar o campo, o volante chorou e carregou o peso de uma cobrança que poderia ter mudado o rumo da partida.

Atacantes e jogadores experientes se omitiram

A escolha de Bruno Guimarães para a cobrança chamou a atenção. Naquele momento, o Brasil tinha em campo jogadores como Vinicius Junior e Matheus Cunha, além de Casemiro, que também já havia cobrado pênaltis pela Seleção Brasileira.

Na carreira, Bruno tinha poucas cobranças em jogos oficiais. O meio-campista havia batido apenas três pênaltis no tempo regulamentar: em 2021, pelo Lyon, contra o Lorient, e em 2026, pelo Newcastle, diante de Leeds e Brentford.

Na coletiva pós jogo, o técnico Carlo Ancelotti, explicou a escolha do batedor. Segundo o treinador, a decisão foi tomada com base em um levantamento interno feito pela comissão técnica ao longo do último ano. Neymar e Raphinha eram considerados os principais cobradores da seleção, mas não estavam disponíveis naquele momento.

“Fizemos uma estatística de um ano, com jogadores adversários e também os nossos. O melhor batedor da seleção era o Neymar, Raphinha, obviamente, mas naquele momento ele não estava em campo. Depois vinha o Igor Thiago, depois o Bruno Guimarães e, na sequência, o Martinelli”, disse.

“Escolhemos o Bruno Guimarães porque entendíamos que ele era o melhor cobrador entre os jogadores que estavam em campo naquele momento”, completou.

Brasil desperdiça chances e mantém fantasma

Além do pênalti defendido pelo goleiro norueguês, o Brasil desperdiçou outras oportunidades durante a partida. A Seleção finalizou 14 vezes, obrigou o goleiro adversário a fazer quatro defesas, mas voltou a sofrer com a falta de eficiência no ataque.

A equipe ainda teve uma chance clara com Endrick no segundo tempo. O atacante saiu cara a cara com o goleiro, mas finalizou para fora. A oportunidade desperdiçada aumentou o peso de uma eliminação marcada por erros, chances perdidas e mais uma frustração brasileira em Copas do Mundo diante de uma seleção europeia.

Ancelotti. Foto: Danilo Fernandes/Fotoarena/Sipa USA/IconSport

Desde o título conquistado no Japão e na Coreia do Sul, em 2002, a Seleção Brasileira foi eliminada todas as vezes em que enfrentou uma equipe europeia em jogos eliminatórios do Mundial. A sequência começou diante da França, em 2006, passou por Holanda, em 2010, Alemanha, em 2014, Bélgica, em 2018, Croácia, em 2022, e agora ganhou mais um capítulo com a Noruega, em 2026.

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