As esperanças de o Chile estar na Copa do Mundo do Catar, em novembro, aumentaram consideravelmente nesta quarta-feira após a Fifa atender ao pedido da Federação Chilena de Futebol (ANFP) e abrir processo disciplinar contra o zagueiro equatoriano Byron Castillo.

Caso a entidade puna a seleção do Equador pela possível irregularidade na documentação, a vaga no Mundial trocaria de mãos, com o Peru indo diretamente e o Chile participando da repescagem com o vencedor de Emirados Árabes x Austrália, em junho.

A ANFP apresentou uma reclamação na Fifa alegando utilização de certidão de nascimento falsa pelo defensor.

Byron Castillo teria não apenas modificado a idade como seria colombiano. Os chilenos trazem documentos que mostram seu nascimento no dia 25 de julho de 1995, em Tumaco, na Colômbia. No registro pelo Equador, o zagueiro teria nascido no dia 10 de julho de 1998, em General Villamil Playas.

"A Associação Chilena de Futebol apresentou uma queixa ao Comitê Disciplinar da FIFA na qual fez uma série de alegações sobre a possível falsificação de documentos que concedem a nacionalidade equatoriana ao jogador Byron David Castillo Segura, bem como a possível inelegibilidade do referido jogador para participar de oito partidas de qualificação da seleção nacional da Federação Equatoriana de Futebol (FEF) na competição preliminar da Copa do Mundo da Fifa Catar 2022", afirmou a Fifa, revelando que recebeu a queixa do Chile.

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Com o documento em mãos, a entidade revelou que fará uma criteriosa investigação do caso. "Tendo em mente o exposto, a Fifa decidiu abrir um processo disciplinar em relação à possível inelegibilidade de Byron David Castillo Segura em relação às partidas mencionadas. Nesse contexto, a FEF e a Associação Peruana de Futebol foram convidadas a apresentar suas posições ao Comitê Disciplinar da Fifa", revelou.

Eduardo Carlezzo, advogado brasileiro responsável por conduzir o caso, celebrou a abertura do processo, dizendo que é um passo grande para um triunfo chileno. Apenas o sexto colocado nas Eliminatórias, a seleção não teria chances nem na repescagem e agora espera

"É um momento muito importante para as nossas pretensões. Se a Fifa não abrisse uma investigação, isso praticamente eliminava as nossas chances. Se abriu uma investigação é porque, preliminarmente e sem avançar no mérito, entendeu que existem indícios de uma possível adulteração e agora vai se aprofundar no mérito, ouvindo a posição do jogador e da Federação Equatoriana", disse o advogado.

"Desde o começo venho dizendo que estamos convictos de que o jogador nasceu na Colômbia e falsificou a certidão de nascimento no Equador, e mostramos isso com documentos à Fifa. Agora chegou a vez do atleta e da FEF se explicarem", completou Carlezzo, que costuma participar de casos relevantes do futebol sul-americano nos tribunais nos últimos anos.

O Equador terminou em quarto nas Eliminatórias, mas perderia pontos dos oito jogos disputados pelo zagueiro e fecharia na lanterna.

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