Desde que chegaram no Brasil, as casas de apostas online têm utilizado o futebol nacional como sua principal forma de propaganda. E dia após dia, ex-jogadores famosos se vinculam a alguma dessas operadoras, se tornando embaixadores e estrelando diversas propagandas nos canais de televisão, assim como placas de publicidade espalhadas pelos estádios do país. Sendo que, atualmente, 19 dos 20 times que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro recebem patrocínio de alguma companhia do ramo.

O último clube a entrar para essa extensa lista foi o Juventude, que acabou de fechar um acordo com a Marsbet, e que a partir de agora terá seu logo estampado no calção do time. Com a chegada do Juventude, somente o Cuiabá ainda não tem um acordo individual com as plataformas de apostas esportivas dentre os times que disputam a Série A do Brasileirão 2021.

Os acordos de patrocínio com os clubes de futebol têm muitas nuances, e nem todas as operadoras estampam suas marcas no uniforme das equipes. O Palmeiras, por exemplo, tem um contrato de exclusividade com a Crefisa, e só a marca dela pode aparecer na camisa do time. Dessa forma, para o Porco continuar sua parceria com a Dafabet, ele colocou a marca da operadora em seu site, estádio e nas publicidades realizadas nas redes sociais.

Apesar disso, há clubes que as operadoras ocupam o espaço de patrocinador master, como é caso do Atlético Goianiense, que há pouco tempo fechou com a Amuleto Net, e agora faz companhia ao Atlético-MG e Fluminense (Betano), São Paulo (Sportsbet.io), Bahia (Casa de apostas) e Sport (Galera.bet). No entanto, mesmo diante de tanta diversidade, a 1xbet é confiável e ainda é tida como a maior casa de apostas atuante no país, sendo uma empresa referência no setor em todo o mundo e que cobre uma variedade enorme de eventos esportivos.

Previsão de crescimento após regulamentação

O setor das apostas esportivas é legalizado desde 2018, porém ainda lhe carece uma regulamentação mais ampla. Inicialmente, acreditava-se que a regulamentação sairia em 2019, porém ela acabou sendo postergada pelo congresso até 2020 e ainda se aguarda um ponto final para esta discussão.

O advogado especializado no setor, Eduardo Carlezzo, aponta que a expansão do mercado de palpites já era aguardada e que, apesar do seu crescimento, o governo federal tem demorado para implementar um processo de concessões, e que provavelmente a regulamentação do nicho não sairá este ano. Dessa forma, “perdem todos: perde o governo, com a geração de impostos, perde a economia, com a geração de negócios e empregos, e perdem também os clubes, já que com um mercado licenciado no Brasil teríamos aqui também os grandes operadores globais patrocinando os clubes, o que fatalmente teria a capacidade de aumentar os valores envolvidos nestas transações", afirma o advogado.

O professor de gestão esportiva na FGV (Fundação Getúlio Vargas), Pedro Trengrouse, também acredita que a regulamentação das apostas esportivas trarão vários benefícios para o setor, assim como para a economia do país. “Com uma regulamentação inteligente, os impactos podem ser grandes. É um mercado cujo potencial é muito maior do que as loterias arrecadam hoje, principalmente pelo maior engajamento de consumidores jovens e porque representa uma nova forma de experiência com o esporte. Além disso, o país pode ter novas receitas tributárias, fontes de financiamento para causas públicas, criação de postos de trabalho, aumento da competitividade no mercado lotérico, novas ofertas de opções de lazer, ampliação de políticas de jogo responsável, promoção de medidas de integridade no esporte e atração de investimento estrangeiro”, aponta Trengrouse.

Enquanto isso, o vice-presidente de marketing do Internacional, Jorge Avancini, acredita que as operadoras de apostas esportivas trouxeram novas oportunidades de patrocínio para os clubes brasileiros, inclusive possibilidade novas alternativas de engajamento dos torcedores aos times.

*Conteúdo de responsabilidade do anunciante: sitedeapostasonline.net

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