Bom, pessoal, Barradão, Vitória 4, Athletico 0. Uma partida absolutamente desastrosa do Athletico. Acredito que uma das eliminações mais vexatórias que tivemos nos últimos tempos, tirando o rebaixamento para Segunda Divisão. Mas acho que foram erros desde o começo. O Athletico entregou a bola, decidiu dar a bola para o Vitória jogar.
A saída do João Cruz descaracterizou o time ofensivamente, né? O João Cruz tinha sido a melhor figura no primeiro jogo contra o Vitória, na vitória 2 a 0. O time absolutamente não conseguiu se impor. E outro ponto para se destacar foi a atuação desastrosa do Santos, acredito que tenha sido a pior partida na carreira dele.
Ele falhou, a meu ver, em três dos quatro gols do Vitória. Primeiro gol, uma falha absurda, o terceiro gol, outra falha absurda e isso tira a confiança do time. O Athletico sofre com alguns problemas. O Viveros não voltou bem da parada da Copa do Mundo, não é decisivo como vinha sendo nas outras partidas.
O Odair insiste com o Mendoza em todas as partidas até o final. O Mendoza acaba tendo uma função de defender e não tanto apoiar o ataque, você acaba perdendo um bom atacante e não ganha defensivamente. É escancarada a dependência do Athletico do Esquivel e do Claudinho, que vinham muito bem. E, quando eles saem, o time se perde absolutamente, como aconteceu hoje.
Leozinho, aparentemente, ainda não está pronto. E aqueles que se esperava muito e muita experiência, como no caso do Luiz Gustavo, hoje simplesmente não conseguiu jogar. Luiz Gustavo muito mal, o Athletico perdendo, errando passes de dois, três metros no meio de campo e definitivamente não conseguiu ganhar. É bom para lembrar de que o Athletico não é o PSG, não é o Real Madrid, né?
Então, ainda tem muita coisa para melhorar. O objetivo principal ainda, aparentemente, é se manter na Primeira Divisão e buscar uma vaga para alguma competição internacional, Sul-Americana ou Libertadores. Se acontecer, vai ser muito bom.
E nada disso apaga o excelente trabalho que o Odair vem fazendo com o Athletico. Vem tirando leite de pedra de um elenco relativamente curto. Acredito que vai melhorar. Acredito que o Kerwin Vargas vai ser um cara que vai assumir a titularidade ao natural, porque ele é diferenciado, já mostrou nas duas partidas que entrou, que deve ficar por lá. Talvez o Odair vai ter que rever, se no lugar do Leozinho, se no lugar do Mendoza, o que que ele vai ter que fazer, mas ele é um cara que vai ter que jogar.
Bruno Zapelli definitivamente não pode ser mais uma opção para, ainda mais, para entrar numa partida que já estava definida praticamente e tentar mudar um jogo. Ele não é um jogador que tem essa característica. Em todo o tempo que ele tá aqui, ele não decidiu muita coisa e não vai ser agora que ele vai começar a dar show.
Então, eu acho que o Odair vai ter que rever muitos dos conceitos que ele tem, mas não inviabiliza todo o trabalho que ele vem fazendo, que é excelente. Agora o foco é total no Brasileirão. Vai ter que se recuperar já no jogo de domingo contra o Santos, que não vai ser fácil, jogo fora de casa. E talvez o bom seja que nós vamos ter que ver como está o Mycael, que vai assumir, já visto que o Santos está suspenso para essa partida.
Mas vamos com tudo, seguimos e é hora de reavaliar alguns conceitos. Um abraço!
Conheça o Solta o Verbo!
A ideia central do Solta o Verbo! é ampliar a voz do torcedor. Mais do que apenas repercutir os fatos, queremos ouvir o que o torcedor pensa, sente e espera dos seus times. Pode ser a emoção causada por uma vitória suada nos acréscimos, a indignação com uma atuação coletiva ruim ou a expectativa com um necessário reforço para o ataque… Cada vídeo publicado nas redes sociais do UmDois Esportes abre espaço para um debate autêntico.
Além dos vídeos nas redes, o projeto terá sempre um artigo publicado no site do UmDois, consolidando as participações e ampliando o alcance das opiniões dos torcedores. Com a rivalidade saudável de dois dos maiores clubes do Paraná em pauta, o Solta o Verbo! chega para alimentar as discussões que só o futebol paranaense sabe proporcionar. Quem vive o jogo, agora tem um palco próprio para soltar o verbo!
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Renato Marchiori
Sou economista de formação, 52 anos, e atuo no mundo corporativo há mais de 35 anos. Atleticano de quatro costados, tenho no futebol uma de minhas grandes paixões, especialmente pelo Athletico Paranaense, além de ser entusiasta de esportes de luta.
Conhecido pelo “bom humor” e pelas opiniões sinceras, assumo com orgulho o papel de corneta, sempre pronto para analisar, comentar e debater os mais diversos assuntos, dentro e fora dos gramados, com ou sem nenhuma base.