O demonstrativo do primeiro semestre apresentado pelo Atlético Mineiro, em setembro, apontou dívida de R$ 1,32 bilhão. Isso significa aproximadamente nove vezes o que o clube faturou em 2020, algo de assustar.

Com o título brasileiro, conquistado na noite de quinta-feira nos 3 a 2, de virada, sobre o Bahia, raríssimos são os atleticanos que estão pensando nisso. O futebol do Galo é turbinado por milionários que bancam essa cara brincadeira.

Já o Athletico em 2020 conseguiu arrecadar R$ 152 milhões em venda de atletas. O clube se orgulha de ter na poupança algo em torno de R$ 130 milhões, praticamente o valor que o rival na final da Copa do Brasil arrecadou no ano passado.

Se o Galo comemora o campeonato brasileiro, que voltou a conquistar depois de meio século, o Furacão foi campeão da Copa Sul-americana pela segunda vez 12 dias antes. Mas se vê, de forma contraditória, na luta contra o rebaixamento.

São clubes de mesmo nome que têm de diferente não apenas a letra "h" que o rubro-negro voltou a adotar. As gestões não têm nada em comum e por mais que o mineiro tenha, hoje, força em campo com um elenco poderoso, é mais confortável torcer pelo paranaense.

Sim, porque o Athletico tem finanças equilibradas e apesar de uma gestão personalista por tanto tempo, dificilmente ficará em maus lençóis num futuro próximo. Por que se estruturou tremendamente e, com isso, ganhou o espaço deixado por grandes em decadência.

Entre eles o Cruzeiro, rival do Atlético e que em 2022 vai disputar a Série B do Campeonato Brasileiro pelo terceiro ano consecutivo. O drama do time azul de Minas Gerais é a versão mais mal acabada de clube que sofre duramente depois de uma gestão desastrosa.

Não é exatamente o caso do Galo, longe disso. Mas enquanto a torcida festeja, a dívida aumenta e, com ela, a dependência de seus endinheirados colaboradores. Pode demorar, mas essa conta pode e deve chegar. Sempre chega. Já o boleto do Athletico, esse é pago em dia.

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