Remo, Londrina e Operário. Em oito dias o Vasco perdeu para essas três equipes no campeonato brasileiro da Série B. Nesse período, em determinados momentos se aproximou da zona de classificação para a primeira divisão. Mas termina a semana longe dela, estacionado no 10° lugar com 28 pontos.

Neste sábado o clube comemorou 123 anos. Comemorou é força de expressão. Cedo, torcedores foram até São Januário protestar por causa dos resultados decepcionantes. Na Segundona, são quatro derrotas e duas vitórias nos últimos seis compromissos. Ou seja, meia dúzia de pontos em 18 possíveis, apenas 33% de aproveitamento.

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A derrota em Ponta Grossa foi marcada por terríveis falhas individuais, o que permitiu ao Operário construir os 2 a 0 ainda na primeira etapa. Depois disso, em momento algum o torcedor vascaíno teve motivos para acreditar em uma reação, ter esperanças. A partida já parecia resolvida, e estava.

Lisca tem nove jogos à frente do Vasco. Venceu três e perdeu seis, dois para o São Paulo pela Copa do Brasil, as recentes derrotas citadas no início do texto e mais uma para o Botafogo. E sinalizou mudanças no time daqui pra frente na entrevista pós-partida. Apesar de rumores de que sairia, o técnico deverá ser mantido.

De fato ele não conseguiu dar ao time um padrão. E admite isso. Foram fortes suas fortes palavras após a peleja: “Preciso de algumas providências. Espero que a diretoria me escute e tome providências. Coloco isso por eu ter vergonha na cara”, disparou.

Mas não foi de Lisca a entrevista mais marcante depois da derrota no dia do 123° aniversário do Vasco. “Nosso sentimento tem que ser de vergonha na cara (…). Me sinto desrespeitando a torcida do Vasco por esse momento (…). “E tá uma merda (…), estou aqui desde os 5 anos e sei o que é vestir essa camisa", desabafou Andrey depois que o time perdeu a terceira partida consecutiva.

Palavras, admissão de erros em meio a revezes seguidos em campo, pedidos de desculpa, justiça do trabalho intimando o Vasco a pagar perto de R$ 100 milhões… O que mais pode piorar? E além dessa a pergunta principal: como será possível tirar o Vasco da Gama dessa crise? A volta à Série A parece cada vez mais dramática, difícil.

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