Quatro derrotas nos quatro últimos jogos, que a torcida esperava vencer para sair da Série B. CSA (1 a 3), Guarani (0 a 1), Botafogo (0 a 4) e Vitória (0 a 3). Jogos que o Vasco perdeu em Campinas, contra o time paulista, e São Januário, os outros três. Fez um gol nesse período e sofreu 11!

O time não vence desde os 2 a 1 sobre o então líder, Coritiba, que por sinal foi derrotado quatro vezes nas últimas oito pelejas que fez. Sim, os vascaínos perderam cinco dos sete últimos jogos, com míseros 19% de aproveitamento no período. Um horror.

Pior, em CLT, ou seja, nos registros em carteira, sem contar direito de imagem, o clube tem a maior folha salarial da segunda divisão nacional. E se fosse da Série A ficaria atrás apenas dos paulistas, dos dois cariocas, dos dois gaúchos e do Atlético Mineiro. Seria o 11º.

Já são quatro rebaixamentos do Vasco na história do Brasileirão, concentrados em um período de 13 anos. Com a permanência na segunda divisão, o clube disputará pela quinta vez a Série B em 14 anos. No período foram apenas quatro temporadas sem cair ou disputar a segundona.

Um dos mais populares do país que terá a companhia assegurada de outro grande, vencedor até pouco tempo atrás, o Cruzeiro. De maneiras diferentes, ambos pagam, caro, pelos erros de gestão, aventuras em contratações e formação de times que não podiam pagar, etc.

Trata-se de uma receita certa do fracasso, que alguns ainda insistem em seguir. A busca irresponsável pela glória, mesmo que efêmera, consequência da absoluta falta de estrutura para manter bons jogadores e assumir os custos inerentes à formação de equipes fortes.

Não foram poucas as vezes nas quais alguém disse que um time grande, enfraquecido, em crise pelas péssimas administrações, precisaria cair para se reorganizar. Uma balela. Os cruzeirenses, a caminho da terceira temporada na Série B, provam isso. E os vascaínos, agora também repetentes, reforçam essa certeza.

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