"Vou cobrar ele (Sérgio Rodrigues, presidente do Cruzeiro), vou ligar para ele, e tem que tomar atitude. Eu o apoiei e não vou deixar de apoiar. Não sou o presidente. Se eu fosse o presidente, eu mandava o técnico (Enderson Moreira) e a comissão técnica embora era hoje. Não é amanhã não".

Após a derrota do time celeste para o América-MG, no clássico mineiro pela Série B, Pedro Lourenço, dono dos Supermercados BH, nada menos que o principal patrocinador do Cruzeiro, disse isso e muito mais em entrevista à Rádio Super 91.7 FM. Com o clube mergulhado em crise sem precedentes, era o que faltava.

Reações de torcedor como a do empresário são normais e aceitáveis, por ser ele um apaixonado pelo time. Mas quando esse fanático pelas cores do clube tem peso nas finanças como importante parceiro e apoiador que é, o tema fica pesado, a situação delicada e o risco de erros serem cometidos maior.

Para quem acha ótimo ter patrocinador que se envolve com o dia a dia do clube, que sente-se como parte da gestão, ou mecenato que jorra dinheiro para contratações, o episódio de sábado em Belo Horizonte serve como alerta. Nada vem assim tão fácil. O dinheiro que simplesmente chega pode custar caro.

Athletico e Coritiba demitiram seus treinadores

No Coxa, saiu Barroca, entrou Jorginho. No Athletico, Dorival também caiu. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Gazeta do Povo
No Coxa, saiu Barroca, entrou Jorginho. No Athletico, Dorival também caiu. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Gazeta do Povo

Vale ressaltar que nas últimas semanas os dois times do Paraná na primeira divisão nacional demitiram seus treinadores. Eduardo Barroca foi mandado embora do Coritiba depois da derrota para o Corinthians e Dorival Júnior perdeu o emprego após o revés diante do São Paulo. E esses jogos dos times paranaenses foram fora de casa.

Paraná fecha semana ruim com queda na Copa do Brasil e revés na Série B

Allan Aal teve semana ruim no comando do Tricolor. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Gazeta do Povo
Allan Aal teve semana ruim no comando do Tricolor. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Gazeta do Povo| Albari Rosa / Foto Digital

Jogando em Salvador, o Paraná teve mais posse de bola (54% pelas estatísticas do SofaScore), finalizou tantas vezes quanto o Vitória (17 cada) e acertou mais o alvo (7 a 5), mas perdeu para os rubro-negros por 1 a 0. De pênalti, Léo Ceará marcou, na segunda etapa, o único tento do jogo.

Apesar dos números, os paranistas não fizeram boa atuação e assim como no empate (0 a 0) com o Operário, faltou força ofensiva. A semana termina muito ruim, com um empate em casa, a perda da invencibilidade e a eliminação da Copa do Brasil no meio de semana, diante do Botafogo.

Coritiba vence na primeira com Jorginho e já se iguala ao Athletico

Momento em que goleiro Mailson comete pênalti em Robson. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Gazeta do Povo
Momento em que goleiro Mailson comete pênalti em Robson. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Gazeta do Povo

Sofrida, mas urgente e necessária a vitória sobre o lanterna, Sport, levou o Coritiba aos seis pontos, se igualando ao rival, derrotado em suas últimas quatro partidas. O gol de Sabino, de pênalti, nos acréscimos, tem peso dobrado por ter decretado a vitória sobre um rival na luta contra o rebaixamento, afinal, a prioridade do Coxa, hoje, é não voltar à Série B.

Interessante observar que embora Jorginho seja um técnico de perfil bem diferente do que apresenta seu antecessor, Eduardo Barroca, o time manteve uma característica típica do estilo de seu ex-treinador. Foram trocados 557 passes (478 certos), contra 385 (305) da equipe pernambucana. Mas a tendência é, aos poucos, o Coritiba mudar de estilo e ter menos posse de bola. A ver.

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