Após a derrota para o Red Bull Bragantino, o Palmeiras, que já havia sido eliminado da Copa do Brasil pelo CRB, engatou uma série sensacional: nove vitórias consecutivas pela Libertadores e Campeonato Brasileiro.

A conclusão (ou pergunta) imediata de quem não acompanhou essas partidas e constata tal sequência era: o time está jogando muito bem(?). Não necessariamente, seria a resposta de quem viu as pelejas e não olha só o placar.

O conjunto de Abel Ferreira tinha mais resultado do que desempenho nesta fase. Mas bastou para que muitos esquecessem as derrotas na temporada, que vão além do fiasco ante o CRB.

Defensa y Justicia, na Recopa; Flamengo, na Supercopa; e São Paulo, na final estadual, já causaram frustrações aos palmeirenses após os títulos da Libertadores e Copa do Brasil, ganhos com o português. E a série de nove jogos não escondia a irregularidade da equipe.

Foi assim que o Palmeiras alternou atuações mais convincentes, como contra Santos, Atlético Goianiense e Universidad Católica em casa; com outras nas quais venceu sem atuar bem, como ao fazer 1 a 0 sobre Sport e Fluminense e, em alguns casos sabe-se lá como, algo visto diante de Bahia e Internacional.

Importante: a eliminação imposta pelo CRB deu semanas livres de treinamentos antes dos dois primeiros jogos da atual série de quatro sem vitória, sendo duas derrotas. Nos dias que antecederam o 0 a 0 com o São Paulo e os 3 a 2 do Fortaleza no Allianz Parque, Abel teve sete dias só para recuperar seus atletas e treiná-los.

Com tempo para trabalhar seu time, o português não o melhorou. Primeiro escapou de uma derrota no Morumbi graças às controversas decisões da arbitragem com a participação do VAR. E após mais uma semaninha livre, perdeu para o clube nordestino em seus domínios, sendo que o Fortaleza passou 20 minutos com um jogador a menos.

Os resultados da semana, 1 a 1 na casa dos são-paulinos pela Libertadores e derrota (2 a 0) em Belo Horizonte para o Atlético, que tomara a liderança da Série A dos próprios alviverdes, não mudaram o panorama. Atuações pouco convincentes, sábado inclusive enquanto eram 11 contra 11 em Minas, onde a arbitragem foi rigorosíssima na expulsão de Patrick de Paula, ainda no primeiro tempo.

O Palmeiras tinha mais resultados do que futebol, assim venceu nove jogos seguidos. Hoje segue jogando menos do que pode, pelo elenco que possui, e há quatro não vence. O jogo de terça-feira pela Libertadores ganha contornos especiais. Que talvez fiquem dramáticos.

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