Instantes finais, Chapecoense e Fortaleza empatavam em 1 a 1 na Arena Condá.  O árbitro potiguar Zandick Gondim Alves Júnior estava muito bem colocado em campo quando a bola tocou no braço de Moisés no interior da área, mas nada marcou.

A jogada seguiu e Kaio Alves fez um belo gol. Seria a segunda vitória da Chapecoense em todo o campeonato. Mas o VAR percebeu a irregularidade no lance anterior, o árbitro foi até à cabine, marcou o pênalti e anulou o tento do time catarinense.

Incrível o árbitro não ter visto o pênalti para o Fortaleza na hora. Foi na cara dele e na do bandeirinha. Um final dramático em Chapecó. Atrás do gol onde o Fortaleza bateria a penalidade máxima, torcedores provocavam Yago Pikachu. Algo absolutamente normal a tentativa de desestabilizar o cobrador da infração.

Na NBA, por exemplo, o pessoal localizado atrás da tabela chega a agitar infláveis para enervar o jogador que vai bater os lances livres. Mas no futebol de hoje onde (quase) tudo é proibido, essa simples guerra de nervos é mote para punição.

Independentemente da tensão, da responsabilidade, Pikachu bateu bem o pênalti, colocou 2 a 1 para o Fortaleza no placar e, na comemoração, mandou um beijinho para os torcedores que o provocavam. Zandick Gondim Alves Júnior, que não enxergou o claro penal na origem de toda a confusa situação, viu o gesto do autor do tento e lhe apresentou o cartão amarelo.

Renato Gaúcho pedia silêncio à torcida adversária quando fazia um gol e comemorava correndo na direção dela. Romário não ficava atrás. Palavrões de um lado, deboche do outros. Alguns, frios e competentes, ignoravam as provocações e decidiam. Outros, mais nervosos e nem sempre tão capazes, pegavam a pilha da arquibancada e erravam.

Assim sempre foi, mas não pode mais. É insuportável a intervenção dos árbitros, empoderados no papel de castradores das manifestações características do jogo. Pikachu mandou beijos, foi castigado por isso. E o futebol também.

O efeito Valentim

Nos seis jogos anteriores à estreia de Alberto Valentim no comando técnico, o Athletico vinha em ótima sequência. Foram cinco vitórias e uma derrota, mesmo assim no Rio de Janeiro, para o Flamengo, e com vários reservas em campo.

Uma sequência com direito à classificação para a final da Copa Sul-americana, conquistada após dois triunfos sobre o Peñarol. E para a semi da Copa do Brasil, eliminando o Santos.

Na estreia do treinador, nova vitória, sobre o Atlético Goianiense. Mas logo no primeiro jogo em casa com o técnico que foi atleta do clube, derrota em casa para o Bahia e vaias de torcedores.

Em seguida, empate fora com a Chapecoense, lanterna da Série A. Neste domingo o time voltou a perder na Arena da Baixada, onde o Fluminense saiu com o 1 a 0. O torcedor do Furacão não está nada satisfeito, obviamente.

É assim, turbulento, que o Athletico vai reencontrar o Flamengo, novamente em Curitiba, pelas semifinais da Copa do Brasil. Alberto Valentim é, até agora, uma contratação difícil de entender.

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