O Atlético Mineiro não tem outra competição para disputar além do Campeonato Brasileiro. Eliminado da Copa do Brasil e também da Sul-americana (antes da chegada de Jorge Sampaoli), o campeão da equipe de Minas Gerais terá semanas livres de treinamento, enquanto seus rivais na luta pelas primeiras colocações na Série A se dividem entre esses dois certames e a Libertadores.

Sábado, o Internacional perdeu para o Fortaleza e deixou escapar a primeira posição. Depois da derrota colorada para o bom time de Rogério Ceni no Ceará, os atleticanos venceram o xará em Goiânia, saltando na liderança. O Inter jogou pensando no duelo contra o rival, Grêmio, quarta-feira, pela competição internacional. O Galo só tem a Série A em mente.

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Líder, o time de Sampaoli teve forças para reagir depois de ficar atrás no placar em duas ocasiões. Venceu o Atlético Goaniense por 4 a 3 em jogo disputado com três tentos de Keno, sabendo que depois de tamanho esforço, somente voltará a campo uma semana depois, em casa, contra os gremistas, que três dias antes terão duelado com o Internacional.

Isso faz diferença. Semanas livres recuperam fisicamente jogadores, curam contundidos e dão à comissão técnica tempo para desenvolver toda a estratégia do compromisso seguinte. Quando o treinador é bom, caso específico de Sampaoli, a tendência é a equipe ficar mais forte e competitiva. Se o comando é ruim, de nada adiante tempo para treinar.

Walter fez o gol da vitória do Athletico na Libertadores. Foto: AIZAR RALDES /
Walter fez o gol da vitória do Athletico na Libertadores. Foto: AIZAR RALDES / | AFP

Furacão descansa

Já o Athletico descansou no fim de semana, pois a partida desta rodada pela tabela do Brasileiro foi antecipada e realizada em 26 de agosto, quando o time perdeu para o São Paulo, resultado que provocou a demissão do técnico Dorival Júnior. Assim, terá pouco mais de uma semana entre seus dois compromissos pela Libertadores da América.

Após vencer o Jorge Wilstermann na altitude boliviana, o Furacão receberá o Colo-Colo, quarta-feira, na Arena da Baixada. Os dois times têm seis pontos e quem vencer ficará muito perto da classificação. A equipe chilena derrotou o Peñarol, em Santiago, na terça-feira, e também não entrou em campo pelo campeonato nacional no fim de semana.

O Cacique vive uma crise e está entre os últimos colocados no Campeonato Chileno, liderado pela Universidad Católica, com a Universidad de Chile em segundo. Ver os rivais nas duas primeiras posições do certame e lutar contra o rebaixamento é algo complicado para o time de maior torcida do país. Depois de perder para o O’Higgins, o técnico Gualberto Jara teve áspera discussão com o time no vestiário.

Para piorar, o time teve seu ambiente ainda mais abalado no treinamento de sábado, quando o zagueiro Matías Zaldivia sofreu lesão no tendão de Aquiles. Ele está fora da temporada. O argentino sofrera uma ruptura de ligamento cruzado do joelho direito em 1 de outubro de 2017, em partida diante do Botafogo pela Copa Libertadores, e ficou parado por mais de um ano.

Nesse cenário, o Athletico tem amplas condições de avançar para assegurar sua passagem à fase de mata-mata da Libertadores. Se o time ficou sem vencer por sete jogos até bater o Coritiba no clássico da semana passada pelo Brasileirão, o próximo adversário no torneio da Conmebol vive momento muito mais complicado, apesar da boa colocação no grupo C.

Robson comemora o gol na vitória do Coritiba. Foto: Albari Rosa/ Foto Digital/ Gazeta do Povo
Robson comemora o gol na vitória do Coritiba. Foto: Albari Rosa/ Foto Digital/ Gazeta do Povo

Coxa vence mesmo sem ataque

A vitória sobre o Vasco tirou o Coritiba da zona do rebaixamento imediatamente após o apito final. Sabino desperdiçou pênalti batendo com paradinha, mais uma vez, contudo de forma até displicente. Sorte do time de Jorginho foi que Fernando Miguel tirou os pés da linha e a arbitragem mandou repetir a cobrança. Com outro batedor, Robson deu a vitória ao Coxa.

O Vasco esteve perto de abrir o placar. Wilson deteve dois bons chutes de Germán Cano, segurando o zero no placar. O triunfo, importantíssimo, não esconde a quase total esterilidade do ataque do Coritiba. Para escapar dessa rotina, sofrendo ao máximo a cada partida, a chegada de jogadores capazes de modificar esse cenário é fundamental.

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