O Grêmio segue na zona de rebaixamento. Após 11 partidas no Campeonato Brasileiro, o time de Luiz Felipe Scolari soma apenas sete pontos, com uma só vitória e quatro empates, o último em casa, sábado, com o América (1 a 1). Já são seis derrotas, ou sejam, a equipe perdeu mais da metade das partidas que fez!

O fato de não ser derrotado há três rodadas na Série A não diminui o tamanho do vexame. Além da igualdade com o time mineiro, os gremistas tiveram um empate sem gols no Grenal e a vitória sobre o Fluminense, que praticamente caiu do céu com um tolo pênalti cometido no final da partida pelo tricolor carioca.

É verdade que o Grêmio tem 11 jogos e já se disputa a 13ª rodada. Por isso, se quisermos ter uma ideia do tamanho do risco que o campeão gaúcho corre, temos que comparar sua pontuação à das equipes que estavam na mesma situação depois de jogar 11 vezes em edições anteriores do Campeonato.

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No ano passado o Goiás tinha oito pontos (uma a mais do que o Grêmio hoje) depois de 11 pelejas. Foi rebaixado! Botafogo, que somava 10, e Coritiba, 11, também caíram junto com o Vasco, então sexto classificado com 18 pontos ganhos. Em 2019, na 11ª rodada estavam na zona do rebaixamento Chapecoense (8), CSA (6) e Avaí (5). Os três caíram junto com o Cruzeiro, então com 10.

Em 2018 o Paraná tinha 9 pontos depois de 11 partidas, campanha superior à do Grêmio hoje, e foi rebaixado. Já em 2017, o lanterna nessa altura do campeonato era o Atlético Goianiense, com os mesmos sete pontos que os gremistas têm no momento. Caiu. No ano anterior, Santa Cruz e América Mineiro acumulavam oito pontos e não resistiram ao final do certame, indo para a Série B junto com o Internacional, então com 20 e em segundo lugar após 11 compromissos disputados!

São vários os exemplos de times rebaixados e que estavam na zona da degola após os 11 jogos, como o Grêmio até o momento. A pontuação próxima às dessas equipes é o evidente sinal de que o risco existe, é real. E a maneira como o rival foi parar na segunda divisão torna essa ameaça ainda maior. Se o Inter tanto pontuou no começo do campeonato de 2016 e depois despencou, por que os gremistas não devem se preocupar se até aqui têm apenas 21% de aproveitamento?

Mas não é apenas matemática que preocupa. Além do histórico ameaçador do Campeonato Brasileiro, há o fraco futebol do time de Scolari, o que amplia o risco. No meio de semana, em casa, o Grêmio foi derrotado pela LDU de Quito, sendo despachado da Sul-americana. Nesta terça-feira o time visitará o Vitória em duelo válido pela Copa do Brasil, da qual o Inter foi eliminado justamente pelo rubro-negro baiano. O que está ruim pode piorar. E muito.

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