Primeiro é importante destacar que os mais de 40 mil rubro-negros que estiveram no estádio Centenário não apoiaram o time nos momentos decisivos do jogo como deveriam. Foi bem o contrário do que se viu dois anos antes, em Lima.

Feita a importante ressalva, aquela massa de vermelho e preto tomando mais da metade do estádio em outro país chamou a atenção. E mostrou algo que muitos, especialmente em São Paulo, detestam admitir: o absurdo gigantismo do Clube de Regatas do Flamengo.

Durante a semana eles chegavam a Montevidéu. Vinham de todos os cantos do Brasil e do mundo. O alcance do Flamengo é tão grande que beira o ridículo eleger seu presidente no fim dessa semana com um colégio eleitoral formado basicamente pelo pessoal do clubinho da zona sul carioca.

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Do outro lado do estádio, vibrante e participativa, estava a torcida do Palmeiras, uma das maiores do país, concentrada principalmente em São Paulo, onde está o maior poder aquisitivo brasileiro, perto de um terço do PIB. Contudo, sequer o setor a ela destino atrás do gol foi preenchido.

Essa diferença foi de chamar a atenção, muito. Porque há palmeirenses o bastante para ocupar todo aquele espaço, com sobras, mas não houve gente suficiente disposta a viajar até o Uruguai. Ao contrário do Flamengo, cuja quantidade de torcedores supera tais barreiras. É mesmo impressionante.

Contudo, nada disso adianta se a mentalidade da gestão continuar sendo a atual. Com Rodolfo Landim na presidência, o clube age por conta própria sem dialogar com os demais. Em alguns casos perde até a razão quando a tem. E erra, demais, no futebol.

Fossem seres racionais ao extremo, aqueles rubro-negros não atravessariam a fronteira para ver um time caríssimo e mal treinado ser comandado por um profissional sem a menor condição para o cargo. E Renato Gaúcho Portaluppi lá estava porque os cartolas não têm noção.

Achavam que mesmo sem um técnico seriam dominantes porque colocaram milhões de reais em grandes contratações. O futebol não se pratica mais em alto nível sem um comando realmente capaz. E eles foram buscar quem foi humilhado por Jorge Jesus menos de dois anos antes.

Se o time do Flamengo é bom demais para um técnico tão fraco, que não tira o potencial do elenco, o clube está nas mãos de quem não se mostra capaz de explorar as imensas possibilidades oferecidas por uma verdadeira Nação. Sobra prepotência, falta muita coisa.

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