Eduardo Barroca, Mozart, Jorginho, Pachequinho, Rodrigo Santana, Júlio Sérgio Bertagnoli e Gustavo Morínigo. Em 35 partidas disputadas pelo Campeonato Brasileiro, o Coritiba foi treinado por sete(!) profissionais diferentes. Impossível se surpreender com o rebaixamento.

Ao final da competição o Coritiba completará 31 rodadas consecutivas entre os quatro piores na tabela de classificação. Ao todo serão 35 na zona do rebaixamento, seis na lanterna, ou seja, como o último colocado do certame nacional.

Na primeira rodada o Coritiba era 16º colocado, após a derrota (0 a 1) para o Internacional, no Couto Pereira. Na segunda, com outro resultado igual, na ocasião fora de casa diante do Bahia, entrou na zona do rebaixamento, ocupando a 17ª posição.

Perdeu a terceira por 1 a 0 na rodada número três, em casa, diante do Flamengo, segurando pela primeira vez a lanterna da Série A 2020. Foi a São Paulo, sofreu uma expulsão no começo do jogo frente ao Corinthians e deixou o gramado novamente derrotado, 3 a 1.

O resultado derrubou o técnico Eduardo Barroca. Vitórias sobre Bragantino e Sport tiraram o Coxa do chamado Z4. A primeira sob o comando do técnico interino, o ex-volante Mozart, a segunda já com Jorginho, contratado para o cargo.

Mas o time voltou à 17ª colocação logo depois, ao empatar sem gols com o Botafogo. E da área da degola não saiu mais com o treinador, demitido após derrota para o Ceará, que mandou o Coxa de volta à última posição do campeonato.

O reaparecimento de Pachequinho como treinador interino significou o reencontro com a vitória, 1 a 0 sobre o Atlético Goianiense. Talvez fosse melhor deixá-lo no cargo, mas a diretoria sacou um nome inexplicável: Rodrigo Santana, que fracassara no Avaí.

Depois de quatro derrotas e dois empates, ele engrossou a lista de treinadores dispensados pelo Coritiba. Encontrou o time na zona do rebaixamento e lá o deixou. E cada vez mais próximo do reencontro com a lanterna, pois o Goiás iniciava sua reação.

Pachequinho voltou a assumir o time e a derrota em casa para o Botafogo jogou o Coxa na 20ª colocação. Ano novo, nova gestão e novo interino: o ex-goleiro Júlio Sérgio Bertagnoli foi anunciado auxiliar técnico da comissão permanente. E assumiu o time.

Nada mudou, o Coritiba seguia enterrado na zona do rebaixamento, mais precisamente em último. O acordo com o paraguaio Gustavo Morínigo já estava fechado, mas ele só estrearia contra o Vasco. E com vitória em São Januário.

Da esquerda para a direita, de cima para baixo: Barroca, Mozart, Jorginho, Pachequinho, Santana e Morínigo, os treinadores do Coritiba no Brasileirão
Da esquerda para a direita, de cima para baixo: Barroca, Mozart, Jorginho, Pachequinho, Santana e Morínigo, os treinadores do Coritiba no Brasileirão

Empates com Fluminense, São Paulo e Grêmio, times que disputam posições de classificação à Libertadores, deram uma nova perspectiva ao Coritiba. Mas para a próxima temporada, evidentemente. O rebaixamento era questão de tempo.

A queda sacramentada na derrota de sábado para o Santos não surpreende. Foi o sexto rebaixamento do Coritiba, o primeiro como "iô-iô", aquele time que volta à segundona uma temporada após o acesso à primeira divisão.

Roteiro mais do que previsível. Um campeão brasileiro frequentador da Série B. E não será o único, afinal, o Botafogo também irá para lá, pela terceira vez; o Cruzeiro permaneceu, o Vasco pode fazer sua quarta visita e o Bahia segue ameaçado.

A volta à primeira divisão será mais complexa do que em temporadas passadas, em tentativas anteriores. E trocando de técnico com tal frequência, dificilmente a temporada 2021 levará ânimo ao sofrido torcedor coxa-branca.

O Coxa na Série A:
14º - uma rodada
16º - duas rodadas
17º - seis rodadas
18º - 13 rodadas
19º - 8 rodadas
20º - seis rodadas

Participe da conversa!
0