As eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo têm 18 rodadas, ou seja, as dez seleções se enfrentam em pontos corridos com jogos de ida e volta. Algo interminável para classificar até metade dos participantes dessa estranha e exagerada competição. Um certame que para brasileiros e argentinos é extremamente fácil, embora em algumas ocasiões um dos dois, ou ambos, se compliquem tropeçando nas próprias pernas.

Após seis rodadas, o Brasil lidera com 18 pontos ganhos, ou seja, aproveitamento de 100%. A Argentina vem em seguida com 12, pois empatou três vezes. As duas equipes mais fortes do continente não foram derrotadas até aqui, seguem invictas.

O mais próximo delas é o Equador, com nove, seguido de Uruguai e Colômbia, cada um com oito pontos ganhos. O Peru, que esteve na Copa do Mundo de 2018, é lanterna, com quatro, a exemplo da Venezuela.

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Com os peruanos novamente muito mal e a Bolívia à frente, mas com apenas cinco pontinhos, a sensação é de que essas três seleções já estão praticamente fora. Seria necessária uma reação espetacular, algo possível, mas muito improvável, não apenas pela matemática, mas também devido à fragilidade técnica dessas equipes. Isso significa que no momento sete times disputam, na prática, cinco vagas, quatro diretas e uma na repescagem.

Moleza, não? Ainda mais para os brasileiros após a arrancada nessa meia dúzia de rodadas até então realizadas. Para que se tenha uma noção, caso o Brasil de Tite vença os três jogos que faltam no primeiro turno, chegando aos 27 pontos possíveis em nove pelejas, já terá alcançado a marca que levou a Colômbia ao Mundial passado, disputado na Rússia. Assim, se o time da CBF empatar nove e perder três jogos dos 12 que lhe restam, provavelmente se classificará.

Nesse cenário, poderia o treinador cebeefiano não convocar atletas que atuam em times brasileiros quando anunciar, nesta sexta-feira (13), os relacionados para os três jogos que sua equipe fará em setembro (Chile, dia 2, em Santiago; Argentina, dia 5, na NeoQuímica Arena; e no dia 9 ante o Peru, na Arena Pernambuco).

Assim não prejudicaria os clubes que são obrigados e jogar desfalcados em competições importantes por causa do calendário que o empregador do técnico mantém.

Seria uma maneira de a CBF assumir sua responsabilidade na bizarrice que testemunhamos a cada Data Fifa, com elencos caros entrando em campo mutilados. Não há, por enquanto, como impedir que os estrangeiros que atuam no país deixem seus times na mão, mas como a Confederação Brasileira é a responsável por essa ridícula situação, se Tite preservasse os times locais pelo menos amenizaria os prejuízos que ela lhes causa frequentemente. E consequente ao futebol praticado em terra brasilis.

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