Paulo Autuori contou com o retorno de oito atletas recuperados da Covid-19. Portanto, o Athletico não estava tão desfalcado como em tantos jogos recentes. E mesmo abrindo o placar, não foi capaz de deter o Fluminense com suas 29 finalizações, 19 do interior da área, 13 no alvo (estatísticas do SofaScore), que levaram os tricolores aos 3 a 1, de virada no Maracanã.

Após quatro vitórias consecutivas que fizeram o Furacão sair da zona do rebaixamento para a metade de cima da tabela de classificação, o time chega à mesma quantidade de pelejas sem triunfar. Claro, os desfalques em compromissos recentes pesaram, como o retorno dos jogadores que ficaram de fora por causa do vírus e ainda não atingiram a forma ideal.

A sequência prevê duelo com o Atlético-MG na Arena da Baixada, seguido de jogos diante de times que lutam contra o rebaixamento: Bragantino (fora), Vasco (em casa), Botafogo (fora) e o clássico com o Coritiba, no Couto Pereira. Em tese boas chances de se afastar de vez de ameaças entre os últimos, contudo, o Athletico tem o pior ataque do campeonato. Difícil apostar.

Coritiba, (também) o pior ataque da Série A

A melancólica partida sem gols com o Red Bull Bragantino foi daquelas capazes de fazer o torcedor Coritiba perder esperanças. O time atuou em casa, contra um time que está sete pontos à frente, precisando de pontos e sem vencer há cinco jogos, com dois empates e três derrotas, dois pontos em 15 possíveis. Mas não foi apenas o resultado a desanimar, o roteiro assustou.

Nos 90 minutos em Curitiba, o time do interior paulista foi mais perigoso, teve maior volume e muito mais finalizações (23 a 9). E os minutos finais foram marcados pelo domínio dos visitantes, que tinham a bola, cercavam a área e eram mais perigosos. O Coxa não demonstrava forças para criar, agir, reagir. Uma semana inteira de trabalho para este jogo e o que se viu de bom?

Sim, é improvável, mas se o Botafogo vencer o São Paulo em cotejo atrasado, quarta-feira, no Morumbi, o Coritiba amanhecerá na quinta-feira em 19º lugar, à frente apenas do Goiás. Sport, no Recife, e o próprio time botafoguense, em casa, serão os próximos compromissos do time treinado por Rodrigo Santana. E o torcedor que acompanhou o 0 a 0 deste sábado vai precisar de fé, muita fé.

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