No dia 14 de junho, publiquei nesse espaço coluna sob o título "Não se iludam com começo de campeonato. Líderes de 3ª rodada já foram até rebaixados". O Athletico dividia a liderança com o Fortaleza, atrás apenas no saldo de gols, ambos com nove pontos ganhos e 100% de aproveitamento.

Torcedores rubro-negros se irritaram, mensagens nada elogiosas foram enviadas, mas 15 jogos depois (16 no caso do time cearense), o tempo dá razão ao texto. Domingo o campeão paranaense simplesmente não foi capaz de derrotar o Sport, um dos mais fracos times do campeonato brasileiro da Série A.

E a equipe pernambucana atuou metade do segundo tempo com menos um homem devido à expulsão de Hernanes. Foram 16 finalizações atleticanas, só uma certa na etapa final, e um 0 a 0 que resistiu até o apito derradeiro. Com isso, o Furacão chegou aos 24 pontos e saiu da nona para a oitava posição.

A distância do Athletico para o líder, Atlético-MG, é de 15 pontos! O time, ainda assim, voltou a pontuar após cinco derrotas seguidas e não vence desde os 2 a 1 sobre o Internacional, em 25 de julho! Um ponto em 18. Quanto ao Fortaleza, segue em terceiro, mas não ganha há quatro partidas, com três empates seguidos, dois deles perdendo pênaltis.

Sábado, o campeão cearense perdeu para o Bahia por 4 a 2, ou seja, são três pontos apenas em 12 disputados depois da grande vitória sobre o Palmeiras, em São Paulo. Fato é que mais acentuada ou menos intensa, estamos diante de quedas previsíveis, como escrevi na ocasião: "é preciso elenco, superar obstáculos que vão dos desfalques e adversários fortes à logística".

No caso do Athletico, o time está envolvido em três outras competições, reta final do Paranaense, Copa do Brasil e Sul-americana. Claro que isso pesa. Disputasse apenas o Brasileirão, provavelmente teria um desempenho melhor em rodadas recentes, mas a queda não surpreende. A terceira rodada não serve de parâmetro, mas iludirá torcedores novamente em 2022, 2023, 2024…

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