É possível que a segunda e decisiva partida da Copa do Brasil aponte em outra direção. Mas pelo que se viu na vitória do Palmeiras sobre o Grêmio por 1 a 0, na noite de domingo (28), em Porto Alegre, o próximo duelo, em São Paulo, deverá fechar a temporada da pandemia na mesma linha das demais competições no país, com mau futebol.

A exemplo da final da Libertadores, que teve o Santos derrotado pela única finalização dos palmeirenses no alvo, o confronto que abriu a final do mata-mata nacional foi fraco. Parecia a sequência do que se viu três dias antes, quando o Flamengo sagrou-se campeão brasileiro fazendo uma partida patética (São Paulo 2 a 1) e só ergueu o trofeu porque o Internacional conseguiu ser tão horrível quanto (não passou do 0 a 0 com o Corinthians, já fora de todas as disputas possíveis).

A temporada 2020 está sendo atípica, obviamente temos que considerar isso, dar um desconto. Sim, entender que tornou-se missão quase impossível fazer equipes apresentarem o grande futebol que sonhamos ver. Mas essa tolerância com a mediocridade não deve ir além disso, e o que temos visto é algo abaixo do mediano. Inclusive nos confrontos mais aguardados.

As partidas são ruins por acomodação de jogadores, propostas conservadoras de técnicos, além do aproveitamento da crise gerada pela pandemia para nela se apoiar ao apresentar um futebol fraco. E por aí vai. No caso específico, se houve alguma emoção no segundo tempo, foi pelo fato de Gustavo Gómez abrir o placar antes do intervalo.

O gol teve (mais uma vez) a colaboração de Paulo Victor, escolha inexplicável de Renato “Gaúcho” Portaluppi. Um goleiro irregular e inferior a Vanderlei, o titular. Não fosse a espalmada do arqueiro para dentro da própria meta, o 0 a 0 provavelmente se arrastaria, com os times, sem ambição alguma, adiando a decisão para o cotejo de volta.

Como agora há uma equipe em desvantagem, a tendência é vermos a sequência do que foi o segundo tempo, com o Grêmio buscando seu gol. Caso consiga, possivelmente a partir de então os dois times irão “se respeitar”, evitando correr riscos, adiando o momento decisivo, afinal, em último caso eles vão para os pênaltis.

E Renato ainda tentaria, assim, justificar a escolha do goleiro gremista na primeira partida. Ele que, ao tomar o gol que tomou, em casa, por enquanto está eliminando tal possibilidade, pois o título, no momento, está a caminho do Palmeiras.

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