Opinião

Paraná Clube: Silêncio da diretoria tem explicação

Por
Julio Filho
17/03/2025 11:02 - Atualizado: 17/03/2025 11:02
"Diretoria omissa": silêncio dos cartolas já era esperado pelos paranistas
"Diretoria omissa": silêncio dos cartolas já era esperado pelos paranistas | Foto: João Heim/Zimel Press/Gazeta Press

Um mês passou desde o rebaixamento do Paraná Clube no Campeonato Paranaense.

Mais especificamente, 33 dias transcorreram desde a previsível derrota fora de casa para o Cianorte, que sacramentou a terceira queda do Tricolor na história da disputa.

Desde então, a diretoria liderada oficialmente pelo presidente Ailton Barboza, e extraoficialmente pelo empresário Carlos Werner, segue em silêncio.

Silêncio que, neste caso, é plausível e tem explicação: é atestado de culpa.

Veja também
+ Apostas no Campeonato Paranaense: Palpites e dicas em 2025
+ Rebaixados no Estadual pelo Paraná já estão em outros clubes

Sem palavras para justificar a bagunça de 2025, os gestores se calam. É compreensível. Quando não se tem nada de útil para falar, o melhor mesmo é se esconder.

Fernando Miguel foi o escolhido de Werner para montar elenco. Foto: Divulgação/Paraná Clube
Fernando Miguel foi o escolhido de Werner para montar elenco. Foto: Divulgação/Paraná Clube

Quando, com mais recursos e possibilidades, o time montado pelo xodó de Werner, Fernando Miguel, conseguiu ser pior que clubes como Andraus e São Joseense, ambos de estrutura precária e também sem calendário nacional, o que argumentar?

Quem sabe, com o tempo, a torcida se esqueça ou se canse de cobrar. Esta é a esperança nos corredores da Kennedy.

Paraná Clube: ainda há saída digna para gestores

Aliás, o único pronunciamento de Barboza após a queda foi um desastre: em uma das piores e mais insensíveis entrevistas de um presidente na história do clube, alegou “não ser do meio” e que “faltou tempo” para acompanhar o dia a dia.

Ailton Barboza entrou para a história do Paraná com entrevista bizarra. Foto: Marcos Benedetti/Paraná Clube
Ailton Barboza entrou para a história do Paraná com entrevista bizarra. Foto: Marcos Benedetti/Paraná Clube

Agora, nos bastidores, Barboza tenta culpar a imprensa por ter sido “mal interpretado”. Balela de quem terceirizou o clube e, agora, terceiriza o efeito das próprias palavras.

Repito: as declarações deveriam ter sido seguidas da renúncia do mandatário. Ainda há tempo de Barboza deixar o posto de forma digna.

Já o sentimento em relação a Carlos Werner é diferente: é de pura decepção.

Se um dia o torcedor paranista sonhou em encontrar no empresário um Petraglia para chamar de seu, a postura melindrosa nos momentos de dificuldade já deixou claro que tudo não passou de ilusão.

Siga o UmDois Esportes

Veja também:
Maringá reclama de pênalti não marcado e empata com o Atlético-MG na Copa do Brasil
Maringá reclama de pênalti não marcado e empata com o Atlético-MG na Copa do Brasil
Jorge Jesus faz substituição polêmica e irrita brasileiro ex-Coritiba no Al-Hilal
Jorge Jesus faz substituição polêmica e irrita brasileiro ex-Coritiba no Al-Hilal
Jornal crava decisão de Ancelotti sobre seleção brasileira
Jornal crava decisão de Ancelotti sobre seleção brasileira
Thiaguinho explica idolatria por Paulo Miranda
Thiaguinho explica idolatria por Paulo Miranda

Formado pela UFPR, ingressou na Gazeta do Povo em 2014, como repórter na editoria de Esportes, participando de coberturas de Campeonato Paranaense, Copa do Brasil, Brasileirão, Sul-Americana, Libertadores, Olimpíadas e Copa do Mun...

twitter
+ Notícias sobre Julio Filho
Como Matheus Cunha se tornou o símbolo de uma década no Coritiba
Análise

Como Matheus Cunha se tornou o símbolo de uma década no Coritiba

Athletico: Ferrari de Barbieri quebrou por falta de piloto
Opinião

Athletico: Ferrari de Barbieri quebrou por falta de piloto

Paraná Clube: Silêncio da diretoria tem explicação
Opinião

Paraná Clube: Silêncio da diretoria tem explicação

Tudo Sobre

Paraná Clube: Silêncio da diretoria tem explicação