Atlanta, 1996. O vôlei de praia estreia como modalidade olímpica e Brasil e Estados Unidos iniciam sua hegemonia no esporte. Tóquio 2020, pela primeira vez na história, nenhuma dupla brasileira trará medalha. No torneio masculino, não há brasileiros nem americanos nas semifinais. Enquanto isso, um único país conseguiu colocar duplas nas semifinais feminina e masculina: a Letônia.

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Em seis edições das Olimpíadas com volêi de praia, apenas quatro países conquistaram medalha de outo: Estados Unidos (6), Brasil (3), Alemanha (2) e Austrália (1). Além, deles, apenas Espanha China e Itália conseguiram fazer (uma cada) uma final olímpica. Neste ano, sete países diferente estarão nas semifinais. A situação já está definida no feminino, com Suíça x Estados Unidos e Austrália x Letônia. No Masculino, já temos uma semifinal definida entre Letônia e Noruega. O outro confronto será definido na noite de Tóquio, manhã do Brasil, com os jogos de quartas de final entre Alemanha x Rússia e Qatar (isso mesmo) x Itália.

“Não é só mais Brasil e Estados Unidos que jogam vôlei de praia. O mundo está investindo no esporte e nós estamos parados”, desabafou o atual campeão olímpico Alisson, após a eliminação para a dupla da Letônia.

A Letônia, inclusive, é a grande carrasca do Brasil nestes jogos. Plavins e Tocs eliminaram Bruno e Evandro nas oitavas e Alisson e Álvaro nas quartas.

As duas vitórias seguidas sobre brasileiros e o sucesso nos jogos despertou a curiosidade sobre o país. “Letônia tem praia” é o verbete sobre o país europeu mais procurado no Google nesta semana. Situado no Mar Báltico, Letônia não só tem praia (são 531 km de costa, mais que Porto Rico, por exemplo) como já tem tradição no voleibol de areia. O país já tem uma medalha de bronze na modalidade, conquistada em Londres 2012, com Plavins e Smendis.

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Apesar de os guias turísticos orientarem que a população da Letônia não costuma sorrir para estranhos, e que o letão é capaz de esperar um próximo elevador para não ter que cumprimentar um vizinho, nosso colega de Tribuna do Paraná, Gustavo Marques, que já esteve por lá, garantiu que essa fama é apenas folclórica, assim como a que atribuem ao curitibano.

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