Pouco a pouco, o curitibano Goiti Yamauchi, 28 anos, tem cravado o seu nome cada vez mais na história do Bellator, um dos mais tradicionais eventos de MMA do mundo. Na organização desde 2013, o peso-leve terá nesta sexta-feira (9), nos Estados Unidos, o seu 15º combate no plantel da empresa, sendo um dos atletas com mais rodagem no evento.

Em 14 duelos realizados até o momento, Yamauchi faturou 11 vitórias e perdeu apenas três vezes. O bom rendimento já levou o lutador ao quarto lugar de sua categoria no recente ranking divulgado pela companhia, o que o deixa mais perto de uma disputa de cinturão.

O curitibano, entretanto, garante que tem focado no próximo compromisso, diante do americano Dan Moret, e não ligado muito para o ranking. "Para mim, aonde quer que eu esteja no ranking, não faz muita diferença. Eu não tenho pretensão de ficar abaixo do campeão, quero ser o rei da divisão e terei paciência para isso", frisa o atleta ao Direto do Octógono.

Goiti Yamauchi é experiente no jogo de chão. Foto: Reprodução/Bellator.
Goiti Yamauchi é experiente no jogo de chão. Foto: Reprodução/Bellator.

Goiti Yamauchi passou por susto em 2020

O caminho até o título tem sido árduo ao curitibano. No ano passado, Yamauchi teve problemas com o corte de peso para o confronto frente a Nate Andrews e acabou tendo a sua única luta da última temporada cancelada.

"Foi uma situação muito difícil, tudo deu errado e coloquei minha saúde e profissionalismo em risco. Foi muito desagradável, porém, foi uma oportunidade gigante para ver algumas coisas. Meu peso agora está melhor do que nunca", ressalta Yamauchi.

Curitibano é o "Samurai da finalização"

Embalado por três vitórias consecutivas, conquistadas entre 2018 e 2019, Goiti Yamauchi se inspira na lenda Lyoto Machida para seguir o seu caminho dentro do MMA. Os dois estarão no mesmo card desta sexta-feira.

No entanto, ao contrário do ídolo, que se notabilizou pelo jogo em pé, o curitibano é destaque quando o assunto é jiu-jitsu. Das suas 25 vitórias na carreira, 20 foram conquistadas por finalização, uma por nocaute e quatro por decisão dos árbitros. O "Samurai da finalização" também jamais foi nocauteado ou finalizado em sua carreira.

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