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Análise

Sport x Coritiba: em crise generalizada, Coxa demite Santana e entra em parafuso

Sport x Coritiba
Rodolfo e Sabino contra um monte de jogadores do Leão. Sport x Coritiba foi um jogo fraco, principalmente pela atuação alviverde.| Foto: Divulgação/CFC
  • PorCristian Toledo
  • 13/12/2020 20:07

Sport x Coritiba foi mais um capítulo da trágica temporada de 2020 para o Coxa. A derrota por 1x0 na noite deste domingo (13), na Ilha do Retiro, deixou o time em situação catastrófica no Campeonato Brasileiro, cada vez mais preso na zona de rebaixamento. E dentro de campo não se vê muitas soluções para a equipe, até pela falta completa de um jogo coletivo (não há organização tática, não há jogadas ensaiadas) e pela má fase técnica dos principais jogadores.

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É só uma das crises do Coritiba. Um clube que não se organizou para uma temporada exigente e de outro nível, que passou todo o período da paralisação sem fazer uma contratação, que não teve convicção para seguir um trabalho, que deu as chaves do futebol a uma pessoa... Tantos erros que parecia ser impossível piorar. Mas piorou - na ZR, sem perspectiva de melhora, sem conseguir organizar uma eleição, vivendo uma baixaria poucas vezes vista na campanha... É um dos momentos mais tristes da história alviverde.

A demissão de Santana

Como era de se esperar, com o apito final e mais uma derrota veio a confirmação da demissão de Rodrigo Santana. O treinador não venceu no comando do Coritiba, o time não mostrou evolução alguma e o resultado foi a demissão. Admitamos que foi uma contratação sem explicação, vinda só depois da negativa de outros sondados, como Tiago Nunes e Roger Machado.

Mas, neste momento, o ato também pode ser interpretado como campanha eleitoral - apesar de sabe Deus quando será o pleito. De qualquer forma, a vinda e a saída de Rodrigo Santana mostram o tamanho do despreparo alviverde nessa temporada 2020. A falta de critério, os erros de planejamento e a desconexão com a realidade cobram o preço.

Sport x Coritiba: bola rolando

O Coritiba iniciou a partida com Rafinha jogando pela esquerda. Poderia ser por conta da dificuldade de Patric em marcar, mas era mesmo para dar o primeiro combate e não deixar Mattheus Oliveira vulnerável. E junto com essa preocupação do Coritiba em correr menos riscos também tinha o receio do Sport em deixar espaços. Aí, com dois times temerosos, era inevitável que a partida fosse tecnicamente muito fraca.

Ronaldo com a bola e Giovanni Augusto na marcação. Na teoria, era para ser o contrário. Foto: Divulgação/Sport
Ronaldo com a bola e Giovanni Augusto na marcação. Na teoria, era para ser o contrário. Foto: Divulgação/Sport

No primeiro tempo, chegou a dar sono. Nem Coxa nem Leão arriscavam, chutes eram raridade, passes errados sobravam. Teve até tropeção sozinho e reversão de lateral. O problema alviverde era a extrema lentidão na transição. O Coritiba demorava muito para sair da defesa e chegar ao ataque, isso quando chegava, porque o Sport acabava ficando mais dentro do campo dos visitantes.

A bola parece queimar os pés dos jogadores do Coxa. Tava difícil até para dominar, e com isso não havia fluidez no trabalho ofensivo. Era tudo aos trancos e barrancos. E como o panorama dos donos da casa não era muito diferente, Sport x Coritiba seguia num desanimador 0x0. Até o time pernambucano acertar a primeira jogada. Sem marcação, Patric foi lançado e tocou para Thiago Neves abrir o placar.

Que jeito?

Na volta do intervalo, ficava a dúvida: como o Coritiba reuniria forças para buscar o empate? A atuação tinha sido péssima até então. Rodrigo Santana apostou em Neílton e em Yan Sasse nos lugares de Robson e Matheus Bueno. Em dois minutos, o Coxa teve mais chances que em todo o primeiro tempo. Teve até bola no travessão. Mas depois voltaram os erros de passe, erros de decisão e a lentidão na saída para o ataque.

O Coritiba dependia apenas da capacidade de alguns de seus jogadores. Não havia tática, Rodrigo Santana de novo não apresentava nada que mostrasse que aproveitou a semana de treinos. E, apesar de ter mais presença ofensiva, não criou muito mais até o apito final. Sem comando, dentro e fora de campo, o Coxa hoje vive o drama de ser um clube sem futuro e sem presente.

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