Esta terça-feira (1) que abre o mês de dezembro também marca momentos importantes para Athletico e Paraná Clube. De um lado, o Furacão joga a vida na Copa Libertadores diante do River Plate e de outro o Tricolor joga tudo diante do Vitória pela Série B do Campeonato Brasileiro. Jogos de alto grau de dificuldade - cada um a seu termo, claro - e que vão definir caminhos para rubro-negros e paranistas na sequência da temporada 2020. Que, é bom lembrar, vai até fevereiro de 2021.

A terça-feira do Athletico

Contra o River Plate, às 19h15, no estádio Libertadores da América, em Avellaneda, o Athletico terá o seu mais duro teste em 2020 no momento em que está mais abalado. Sim, o Furacão já passou por séries de derrotas e crises em campo. Mas chegar a uma disputa por vaga nas quartas de final da Libertadores com 15 desfalques, apenas um goleiro no elenco e boa parte do grupo infectada pela covid-19 é um estágio acima de qualquer série negativa.

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Paulo Autuori não tem condições nem de fazer um coletivo neste momento. Fazendo o sexto jogo em 18 dias, o Athletico está no limite físico e emocional. E vai ter que dar tudo diante de uma equipe sem maiores problemas e jogando em sua cidade. E que é melhor tecnicamente. Conseguir a classificação nestas condições é escrever uma página épica rubro-negra. Isto deve ser o motivador para o elenco - a chance de poder colocar seu nome na história de um clube não é coisa que aconteça todo dia.

Taticamente, o pensamento do Furacão vai ser semelhante ao jogo da ida, na Arena da Baixada - dar a bola para o River e tentar jogar nos contra-ataques, possivelmente com Carlos Eduardo e talvez também Fabinho. Como vimos em Curitiba, talvez não seja suficiente para vencer. Mas empatar em 1x1 e levar a decisão para os pênaltis não é impossível. O certo é que será um desafio gigante nesta terça-feira, o maior desta temporada. É o jogo do erro zero e do saber sofrer.

A terça-feira do Paraná

Mais tarde, às 21h30, na Vila Capanema, o Paraná Clube recebe o Vitória vivendo seu pior momento na Série B. A sequência de partidas sem vencer, um elenco ainda sem conexão com o técnico Rogério Micale, o vazio no departamento de futebol, os protestos de torcedores dentro do CT até com certa condescendência do clube. Tudo isso acontecendo e ainda uma diretoria esvaziada, praticamente nas mãos de uma única pessoa, o presidente Leonardo Oliveira.

O presidente Leonardo Oliveira centralizou o poder no Paraná Clube. Foto: Albari Rosa/Foto Digital
O presidente Leonardo Oliveira centralizou o poder no Paraná Clube. Foto: Albari Rosa/Foto Digital| Albari Rosa / Foto Digital

Assim, todo desgovernado, está o Paraná hoje. Contratando a esmo, dispensando no mesmo ritmo, mas tudo sem critério. A falta de comando e a falta de gente que entenda de futebol gerou decisões como a troca de técnico, que acabou piorando o time. Só que nada parece ser notado. Há uma espécie de bolha tirando a diretoria da realidade. E o resultado está em campo, na 14ª colocação de uma equipe que chegou a liderar a Segundona.

Nem dá para projetar como será o Paraná nesta terça-feira contra o Vitória. Com quem Micale poderá contar? Haverá alterações em série como em rodadas anteriores? Há a preocupação de entender por que jogadores como Jhony, Jean Victor e Salazar caíram tanto de produção? Quem dá suporte ao elenco e ao treinador neste momento? E, pior, será que alguém no Tricolor percebe o que está acontecendo?

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