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Cristian Toledo

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Análise

Os números não mentem: dos 39 jogadores que contratou, Paraná dispensou dez

Rodrigo Rodrigues, Paraná Clube
Lembra do Rodrigo Rodrigues? Jogou onze jogos pelo Paraná e saiu sem ter feito um golzinho.| Foto: Albari Rosa/Foto Digital
  • PorCristian Toledo
  • 17/12/2020 07:32

O ano de 2020 foi de uma ingrata repetição no Paraná Clube. Mais uma vez o Tricolor remontou seu elenco duas vezes - do Paranaense para o início da Série B, e dali para a parte final da Segundona. Ao todo, 39 jogadores vieram nesta temporada. Destes, 15 nem estão mais na Vila Capanema. Os últimos foram Vitinho e Léo Castro, que foram titulares até recentemente, mas não fazem mais parte do grupo paranista.

A quantidade de jogadores que saíram, sendo de deles dez foram liberados pela diretoria tricolor, mostra como faltou planejamento na montagem do elenco. Quando você é obrigado a reformular um grupo, já demonstra o desacerto. Mas se você faz isso outra vez em meio a uma competição, e descarta uma gama de atletas pelo caminho, fica escancarada a falta de acerto - que tem responsabilidade do presidente, que no final foi o único que ficou do início de 2020 até agora.

Os dispensados

Entre os dez atletas que saíram do Paraná por decisão do clube, está um jogador que sequer vestiu a camisa tricolor, o notório zagueiro uruguaio Facundo Falcón. Anunciado como o "xerife" da defesa, foi escanteado logo no início da preparação e saiu sem deixar saudade. Outro defensor, Éverson, eu confesso que nem lembrava que tinha jogado este ano - foram só três partidas.

Do outro lado da balança, Michel, Marcelo e Léo Castro jogaram bastante pelo Paraná Clube em 2020. Para o ex-técnico Rogério Micale, eram opções reais - os três foram titulares na trágica passagem do treinador campeão olímpico. Mas acabaram tendo saídas melancólicas do Tricolor.

As exceções do Paraná

Cinco jogadores têm situação diferente. Quatro foram requisitados pelos clubes de origem. Gustavo Mosquito retornou para o Corinthians e está nos planos de Vágner Mancini. Carlos Dias foi uma saída sentida - ele foi jogar no Chipre -, assim como Thales, que foi para a Turquia. Hulk, que não convenceu, foi negociado com o Porto, de Portugal. Já Roberto, outro zagueiro, lesionou-se gravemente e retornou ao Internacional para realizar o tratamento.

E os que ficaram?

São dois grupos de jogadores que permaneceram no Tricolor. O primeiro é o pessoal que chegou agora, como o goleiro Renan, o atacante Andrew e o centroavante Bruno Lopes. Eles vieram já na base do desespero na busca de fortalecer o elenco. Outros são os 'sobreviventes', como Renan Bressan, Paulo Henrique e Jean Victor, que atravessaram 2020 como titulares.

Jean e PH estarão em campo na noite desta quinta-feira, às 21h30, no confronto do Paraná com o CRB. E eles também são as esperanças que o Tricolor volte a jogar bem, vença e saia da zona de rebaixamento da Série B. Afinal, é com estes jogadores que o clube poderá contar, pois os registros estão encerrados. E, convenhamos, já vieram 39 só em 2020.

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