Palmeiras x Athletico foi quase o jogo de um time só. Cansado pela sequência de partidas e abatido pelos onze jogadores contaminados pela covid-19, o Furacão foi presa fácil do time paulista, que venceu por 3x0 praticamente sem correr riscos. Se os donos da casa seguem a arrancada, o Rubro-Negro teve encerrada a série de cinco partidas sem derrota. E agora precisa esperar o final da rodada do Campeonato Brasileiro pra ver o impacto da derrota na distância para a zona de rebaixamento.

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O resultado faz, de qualquer forma, o Athletico manter o sinal de alerta ligado para a sequência do Brasileirão - a próxima partida é no sábado (5), diante do Fluminense, no Maracanã. A luta para escapar da ZR persiste. Antes, tem o duelo da volta contra o River Plate, na terça-feira (1), em Buenos Aires, pela Copa Libertadores.

Os times

Sem muitas opções no elenco, Paulo Autuori tomou uma decisão diferente: escalar três centroavantes. Claro que Walter e Guilherme Bissoli voltariam - um para armar o ataque, o outro para fechar a marcação pelo lado. Mas ambos fariam companhia a Renato Kayzer na frente, numa formação não utilizada nesta temporada. O restante do time era o que havia jogado contra o River Plate.

Para simbolizar a crise do futebol brasileiro, o Furacão não tinha reserva para o gol - o desleixo dos clubes nos últimos meses e a falta de critério da CBF (que resguarda os protegidos enquanto aplica a letra fria da lei a quem não concorda) levavam a essa situação. O Palmeiras contava de novo com Viña e Gustavo Scarpa, e Abel Ferreira apostava em uma série de jogadores agressivos para tentar ajudar Rony, o único atacante.

Palmeiras x Athletico: o jogo

E o plano do treinador palmeirense funcionou logo no início da partida. Zé Rafael, Lucas Lima e Patrick de Paula trocavam de posição e confundiam a marcação rubro-negra. E foi assim que o menino Patrick apareceu na cara de Bento para abrir o placar. Com Kayzer e Bissoli, Athletico tentava impedir que Viña e Gabriel Menino saíssem toda hora para frente, mas não funcionou na etapa inicial.

O Palmeiras era superior ao Furacão, impondo sua proposta de jogo e vencendo o duelo do meio-campo. Pressionando a saída de bola dos visitantes, o time paulista dominava a partida e chegava com muito perigo. E o segundo gol veio com naturalidade após o cruzamento de Lucas Lima, que era o melhor em campo - Thiago Heleno e Bento bobearam e a bola espirrada foi para o gol no toque de Rony.

Rony fez dois gols e não comemorou. Abel Ferreira comanda a arrancada do Palmeiras.
Rony fez dois gols e não comemorou. Abel Ferreira comanda a arrancada do Palmeiras.| Cesar Greco/Palmeiras

O resultado de Palmeiras x Athletico era totalmente justo pelo que se apresentou no primeiro tempo. Foram 14 arremates alviverdes diante de apenas dois do Furacão, ambos sem perigo. E era mais uma demonstração do tamanho da transformação aplicada por Abel Ferreira. O treinador pisou no acelerador e fez os donos da casa voltarem a se candidatar ao título brasileiro.

Segunda parte

Em desvantagem, o Athletico sentia o desgaste dos jogos em sequência - todos eles com forte exigência física e a falta de peças importantes. Era difícil até exigir que o Rubro-Negro fizesse muito mais, porque era nítido o impacto das partidas anteriores. Paulo Autuori até mudou na estrutura do time no intervalo, sacando Bissoli e Walter e colocando Lucas Halter (para jogar na lateral-direita e liberar Erick) e Fabinho.

Mas com menos de cinco minutos já estava 3x0, com Rony novamente marcando. O jogo estava decidido. O restante do jogo foi de tranquilidade palmeirense e do Athletico preservando jogadores (como Léo Cittadini e Erick) para a partida decisiva pela Libertadores contra o River Plate. E para a tocante homenagem de Lucho González a Maradona. A sequência de cinco partidas foi interrompida, mas os grandes desafios não pararam por aqui.

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