Há vinte anos e quatro Copas do Mundo sem um título, a seleção brasileira se aproxima do incômodo recorde de 24 anos de jejum entre a conquista do Tri, em 1970 e o Tetra, em 1994.

Quem pode acompanhar a geração de fenômenos do futebol nas campanhas do Tricampeonato o atual time nacional apresentou até agora padrão de jogo constrangedor, para não dizer medíocre, exceto o último jogo sem Neymar, quando os jovens puderam mostrar suas especialidades.

Além de vê-los jogar, tive o privilégio de conviver com craques imortais como os bicampeões mundiais Djalma Santos, Bellini, Garrincha, Pepe e outros. E com o extraordinário tricampeão mundial Pelé, em almoços e jantares através dos tempos.

Com tantos jogadores excepcionais o maior problema da seleção brasileira sempre foram os treinadores.

Desde Vicente Feola – que era auxiliar do húngaro Béla Gutmann, no São Paulo, em 1957 – acompanhamos os erros e acertos dos nossos técnicos. Claro que os jogadores resolviam tudo dentro do campo escondendo as falhas cometidas pelos estrategistas.

Mas houve vexames inesquecíveis, com destaque aos 7 a 1 aplicados pela Alemanha, no Mineirão, em 2014.

A perda do título na Copa de 1982 foi dolorida, pela qualidade técnica da equipe verde-amarela. Da mesma forma que os fracassos nos Mundiais de 1998 e 2006, quando a reunião de jogadores de categoria assustava os adversários.

Mas por indisciplina de alguns e, sobretudo, falta de comando o time desperdiçou boas oportunidades para voltar a brilhar.

Agora, no ano da Copa no Catar, o técnico Tite arrisca com a convocação do veterano Dani Alves.

Outro dia ele levou um passeio de Vinicius Junior, no confronto entre Barcelona e Real Madrid pela Supercopa da Espanha, em Riad.

Além da inexplicável convocação de Dani Alves tivemos a surpresa do retorno de outro que não anda jogando bem há muito tempo: Philippe Coutinho.

Hulk foi desprezado pelo selecionador nacional, assim como Renan Lodi pisou literalmente na bola ao não tomar a vacina contra a peste.

Menos mal que muitos jovens promissores foram chamados: Fred, Fabinho, Bruno Guimarães, Paquetá, Antony, Raphinha, Matheus Cunha, Rodrygo e Vinicius Junior.

Com bons goleiros, uma defesa sólida e o experiente Casemiro no meio de campo é possível formar um time bem competitivo para a Copa.

Tudo depende da inspiração e da diminuição da margem de erros do comandante Tite.

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