A natureza e a ciência são indiferentes a desintegração da humanidade.

O mundo dos homens pode estar se destruindo em corrupção, maus hábitos, pouca educação, crimes, drogas, guerras e terrorismo que nada disso altera a evolução natural e o desenvolvimento científico. Ambos têm seus programas e se dedicam ao cumprimento das etapas.

A natureza segue maravilhosa com os animais, as aves, as águas, a vida vegetal mantendo uma beleza divina em meio à verdadeira degradação do ser humano.

A ciência segue a marcha inexorável das pesquisas, das descobertas e dos inventos que ajudam a melhorar a vida na Terra.

Remédios modernos, vacinas, criações fantásticas na tecnologia, no transporte e na comunicação que facilitaram o cotidiano das pessoas e aumentaram significativamente a sensação de conforto e bem estar. A gerontologia começa admitir a possibilidade de o homem viver mais de dois ou três séculos.

Mas nesses tempos estranhos surge a indagação inevitável: Vale a pena?

Observem, por exemplo, a decadência do futebol.

Se até bem pouco tempo se constituía um prazer torcer para uma equipe, ir ao estádio assistir aos jogos e confraternizar com os amigos nas vitórias ou consolar-se nas derrotas, ultimamente tem sido um martírio.

Quando não são as dificuldades no transporte, estacionamento e excesso de gente nas partidas mais importantes, é a violência nas ruas e nas proximidades do estádio, provocadas pelos vândalos que se inserem nas torcidas organizadas, que nos fazem pensar duas vezes antes de sair de casa.

Estranhos são os caminhos que levam ao poder no futebol brasileiro. Na verdade esses caminhos ficaram cada vez mais turvos diante de tantas denúncias contra os principais dirigentes do esporte mais popular do país.

O prejuízo técnico dos times salta aos olhos do torcedor, cada vez mais espectador de televisão do que público presente nas modernas arenas construídas para a Copa do Mundo de 2014, na sua maioria manchada pela corrupção e superfaturamento nas obras executadas com recursos oficiais.

Baixou sensivelmente o padrão técnico dos times diante de um calendário mal elaborado e desumano. Virou moda treinadores e preparadores físicos pouparem jogadores, o que significa diretamente o aumento dos custos para a formação e manutenção de grandes elencos, sem a garantia de bons espetáculos para os torcedores de casa ou dos estádios.

A irregularidade técnica das equipes tem sido comum em todos os campeonatos disputados ultimamente.

Tempos estranhos, muito estranhos.

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